(Atualizado no dia 07/11/2002)
 
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Ele tem a força

Fiesta Supercharger acelera o segmento dos carros 1.0 com 95 cavalos de potência

Jorge Moraes
Da equipe do DIARIO

Marcado pelas saídas fracas, torque pouco convincente, os motores de mil cilindradas continuam sendo maioria no mercado. Mesmo com a baixa do IPI, que garante reposicionamento do 1.6, a Ford não deixou de impulsionar o 1.0 compressor. E que impulso! O carro virou grife da linha Fiesta e mostra que tem força para chegar perto dos maiores, os reforçados 1.600.

  São 95 cavalos de potência, energia justificada no preço de R$ 27,9 mil, da versão completa, analisada por Carro. A princípio, a referência era o Gol turbo com 112 cv e nenhuma referência a mais, hoje, a Ford Bahia começa a dar as ordens e surpreender com um veículo moderno, que caiu no gosto do público alvo: o jovem.

  O motor 1.0 Superchargerde 95 cv impressiona na saída, porém gasta mais gasolina, o motorista se empolga e o conselho é não esquecer o bolso. Basta virar a chave e acelerar para notar a ajuda do compressor no aumento da pressão do ar nos pistões.

  O motorista empolgado, na estrada, agradece. A suspensão é do tipo McPherson na dianteirae twist beam na traseira. O freio tem bom poder de frenagem e são discos na frente e tambor atrás, rodas aro 14 em alumínio para garantir o charme, reflexo do acabamento.

Força - O novo Fiesta não ofecere medo de ultrapassagem nas rodovias. Basta reduzir a marcha, de quinta para quarta, por exemplo, e encher o pulmão do carro. O comportamento do propulsor é similar ao de um 1.6. Claro que, nesse caso, há ganho de torque e velocidade final, reforçando a tomada de combustível. Acelerando firme, o Supercharger não é tão econômico.

  Mas o Fiesta completo é privilégio de poucos porque não representa a maciça preferência do consumidor. O bom de briga, com preço mais em conta, é o Zetec Rocam 1.0 com 66 cavalos de potência.

  O modelo comportado traz os mesmos vícios dos demais concorrentes. Não há como exigir potência em baixas rotações de um motor 1.0 aspirado. Mas vale destacar uma virtude: o silêncio do batimento mecânico.

  Enquanto o Supercharger, no test drive, o condutor admira a suspensão bem resolvidado carro. O Ford oferece boa ergonomia, instrumentos à mão. Quando comparado o acabamento interno da versão completa, o Corsa é melhor, pois oferece bancos mais confortáveis.

  Na unidade de teste, o que pareceu estranho à nossa reportagem, em ruas de buracos, foi o destravamento repentino das portas (não é a abertura) e portanto nada que provoque insegurança. Outro ponto não favorável é a demora do ar-condicionado em resfriar o habitáculo. O cinza escuro é condutor de calor e dá trabalho ao sistema de refrigeração. Os enegnheiros sabem disso.

ATRAÇÃO - Além dos recursos mecânicos, o que chama mesmo a atenção é o design, o mais bonito da categoria, a opinião é do povo. Os faróis lembram os traços utilizados no monovolume Scénic. Na traseira lanternas verticais, na linha do Focus.

  O segundo momento para o motorista e passageiro, depois de avaliar as mudanças estéticas (o painel com duas bolsas de ar é um banho de charme) , hora de perceber a folga para os joelhos. Para ampliar o conforto, 42 mm a mais deentreeixos, é mais espaço para quem viaja no assento de trás.

  O Fiesta ganhou 8 cm de tamanho e o porta-malas comporta 305 litros. Entre os opcionais bolsas de ar e ABS. O primeiro carro do Projeto Amazon com essa motorização alcança a velocidade máxima de 176 Km/h (dados de fábrica).








 

 
 
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