SÃO PAULO - A universitária Suzane von Richthofen, de 19 anos, que durante a madrugada de ontem confessou à polícia ter planejado o assassinato de seus pais, Manfred e Marisia, afirmou que cometeu o crime "por amor" ao namorado, Daniel Cravinhos de Paula e Silva de 21 anos. O irmão de Daniel, Christian, também admitiu que participou das mortes em depoimento.
À polícia, ela disse que os seus pais não aprovavam o namoro e faziam pressão para que ela rompesse o relacionamento com o rapaz. Essa situação, segundo Suzane, gerou diversos atritos familiares. Segundo o diretor do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), Domingos Paulo Neto, Suzane demonstrou arrependimento durante o depoimento que prestou ontem de madrugada.
A polícia também apurou que ela e o namorado esperavam viver juntos depois que recebessem a herança deixada pelo casal Von Richthofen. Os dois, juntamente com o irmão de Daniel, Christian, que também confessou participação no crime, já tiveram a prisão preventiva decretada e ficarão detidos até o julgamento do caso. O assassinato do casal teve muita repercussão na capital paulista.
A polícia de São Paulo diz que há indícios de que o assassinato do casal tenha sido planejado com pelo menos dois meses de antecedência.
naturalizado - Nascido em Erbach, na Alemanha, e naturalizado brasileiro, Manfred Albert von Richthofen assassinado no dia 31 em sua casa, no Brooklin (zona sul de São Paulo), tinha assumido em junho deste ano a Diretoria de Engenharia da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S.A.), onde trabalha desde 98. Ele era engenheiro civil formado pela USP e tinha especialização na Alemanha.
Considerado quieto, tinha um perfil de técnico. Atuou em empresas de projetos e consultoria de engenharia.