Suspeito confessa crime e acusa a filha do casal morto a pauladas no dia 31 de outubro, em São Paulo
SÃO PAULO - Christian Cravinhos de Paula e Silva, de 26 anos, principal suspeito de ter assassinado o casal Manfred Albert von Richthofen, de 49 anos, e Marísia, de 50 anos, no dia 31 de outubro no Brooklin, zona sul de São Paulo, confessou o crime, segundo a polícia. O casal foi morto a pauladas. Ele disse que o irmão, Daniel, de 21 anos, e a namorada Suzane, de 19 anos, filha do casal von Richthofen, também participaram do assassinato. Suzane teria ficado fora da casa no momento em que seus pais foram assassinados.
No entanto, há informações não confirmadas de que o casal não aceitava o namoro de Suzane com Daniel. Os três estão no DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa). Eles prestam depoimento desde a anteontem à noite. A polícia já havia pedido a prisão temporária dos irmãos Daniel e Christian.
A polícia chegou até Christian após investigar a procedência de uma moto Suzuki 1.100 cilindradas comprada por um amigo no dia do crime. De acordo com a polícia, a moto foi comprada por um rapazchamado Jorge que teria pago com 36 notas de US$ 100. Como Cristian teria restrições de crédito com seu nome, ele teria usado o rapaz como laranja.
A polícia acredita que o dinheiro usado na compra da moto tenha sido roubado do casal alemão. Segundo Suzane, foram levados US$ 5.000 e R$ 8.000 no dia do crime. No início do depoimento, Christian caiu em contradição. Ao ser questionado onde estaria na noite do crime, ele disse à polícia que estava com uma namorada. Ela, no entanto, negou.
Os corpos do casal Richthofen foram encontrados na madrugada de 31 de outubro. Eles foram mortos na mansão onde viviam, na rua Zacarias de Góes, no bairro do Brooklin. O casal foi assassinado com pancadas na região da cabeça. Os corpos do engenheiro Manfred, naturalizado brasileiro e diretor da Dersa, e da mulher, a psiquiatra Marísia, foram encontrados na cama pelos filhos por volta das 4h.
O engenheiro tinha uma toalha branca no rosto. Marísia estava com um saco plástico na cabeça. Um revólver calibre 38, do engenheiro,foi encontrado ao lado da cama. Conforme a polícia, a arma não foi usada. A casa não tinha sinais de arrombamento e o alarme e sistema interno de televisão estavam desligados.