DISTRITO FEDERAL
BRASÍLIA - Os dois módulos impressores encontrados em um ponto de ônibus na cidade-satélite de Ceilândia, no Distrito Federal, em caixas e com lacres da Justiça Eleitoral no final de outubro são verdadeiros e pertencem ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE). A confirmação foi feita, ontem, pelo superintendente da Polícia Federal em Brasília, Euclides Rodrigues da Silva Filho. Segundo ele, oito pessoas podem ser responsabilizadas por crime eleitoral - três funcionários do TRE e cinco policiais militares que participaram da escolta dos módulos até o TRE. Os módulos foram encontrados dentro de caixas de papelão com identificações das seções 210 e 213, que pertencem a 12ªzona, na madrugada do dia 29 de outubro, dois dias depois do segundo turno da eleição.
O laudo constatando que os equipamentos são oficiais será assinado segunda-feira pelos peritos e anexado ao inquérito aberto. O resultado do inquérito será encaminhado ao TRE, que vai julgar o caso. Elindson Mendes, coordenador eleitoral do TRE, afirma que ainda não recebeu o comunicado e que os votos das seções citadas foram contabilizados. "Os votos foram transmitidos normalmente. Não tem influência sobre o resultado final", disse.
No dia 1º de novembro, o candidato derrotado ao governo do DF, Geraldo Magela (PT) entrou com três ações por abuso de poder político e econômico nas eleições, no Tribunal Regional Eleitoral. As ações pediam a recontagem de um terço das urnas, em que houve voto manual e eletrônico; denunciava o uso de transporte ilegal de eleitores, que na leitura do PT se caracterizaria como compra de votos, e questionava as atuações das polícias Militar e Civil durante as eleições.