Edição de Sábado, 9 de Novembro de 2002
 

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Brasil

Gushiken debate segurança com general

BRASÍLIA - A equipe de transição do PT já iniciou os contatos com o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Alberto Cardoso. Coube ao coordenador-adjunto da transição, ex-deputado Luiz Gushiken, promover na, quarta-feira, o primeiro encontro com o general. Cardoso tem sob seu comando a Agência Brasileira de Inteligência (Abin); a Casa Militar da Presidência, que cuida da segurança do presidente, de sua família, de suas residências e dos palácios; a Secretaria Nacional Antidrogas (Senad); a Secretaria do Conselho de Defesa Nacional e a Secretaria do Plano de Prevenção de Violência Urbana, um braço do Plano Nacional de Segurança Pública.

  No Governo atual, há quem tema que, no Governo petista, a Abin seja desvinculada do Gabinete de Segurança e transferida para o Ministério da Justiça ou a Secretaria de Estado de Segurança Pública, que Luiz Inácio Lula da Silva pensa em criar. Parlamentares do PT, porém, consideram essa discussão prematura. "Nessa área não há transição nem pode haver mudanças bruscas, porque o setor tem sua própria dinâmica e funciona independentemente do Governo", disse o deputado José Genoíno, interlocutor habitual dos militares cujo nome vem sendo citado como possível ministro da Defesa de Lula. "Não temos contenciosos", frisou o petista, que tem um bom relacionamento com o general Cardoso.

  Gushiken pretende ter vários encontros com o general Cardoso - que o recebeu logo depois de fazer, no auditório Nereu Ramos da Câmara, uma palestra sobre as atividades de inteligência no Brasil, durante um seminário que reuniu estudiosos do assunto de todo o País e de organismos internacionais. Na palestra, o titular do Gabinete de Segurança Institucional citou algumas recomendações que daria depois ao representante do futuro Governo. Uma delas é que o serviço de inteligência não deve se envolver em atividades partidárias.








 

 
 
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