"Ele disse que mandava me matar"
O caseiro Genivaldo João dos Santos voltou a confirmar, ontem, no programa de Cardinot, na Rádio Clube, que Alan e Marcelo mataram a vítima depois de praticarem o estupro. Disse, ainda, que estava recebendo constantes ameaças de morte, mas que ia depor à tarde, o que não aconteceu.
Cardinot - Você foi ameaçado de morte já em março por um dos acusados?
Genivaldo - Fui, por Alan. Ele disse que se eu abrisse a minha boca ia mandar me matar e à minha família.
Cardinot - E agora ele mandou um recado, inclusive pelo seu advogado.
Genivaldo - Se eu comparecesse no fórum para depor, mandava me matar.
Cardinot - No dia que aconteceu o crime o que ocorreu?
Genivaldo - Marcelo perguntou a Carolina porque ela tinha vindo de casa e ela disse que estava caminhando na praia. Ele perguntou com quem estava e Carolina respondeu que estava só. Aí ele meteu a mão na cara da moça. Então veio um guarda municipal e desapartou a briga. O irmão de Alan disse para o guarda municipal não se meter porque era uma briga de família.
Cardinot - E depois dessa confusão?
Genivaldo - Aí Marcelo saiu abraçado com Carolina e foi caminhar com ela à força. Então passou uns dez, quinze minutos. Aí ficou bebendo eu, Alan e o irmão de Alan na mesa. Depois vejo ela e Marcelo voltando, discutindo. Carolina passa direto pela mesa. Alan vira para o irmão e chama para ir embora, mas ele diz que não vai. Então Alan disse eu vou. Chegamos na casa da freira avistamos Carolina e Marcelo, os dois discutindo. Alan freia o carro e fica esperando ela. Quando a moça chega perto ele diz vamos embora. Ela disse que ia caminhando. Aí Alan e Marcelo colocaram Carolina no carro à força. Depois os três desceram do carro e Alan tapa o nariz e a boca dela com lança-perfume, bateu até que ela desmaiou. Ele deitou do chão, tirou a roupa da moça e transou com ela e depois foi o Marcelo.
Cardinot - Alguém tentou impedir?
Genivaldo - Não. Se eu fosse impedir ele me matava também porque se eu fosse impedir ele ia dizer que eu ia abrir a boca. Bêbado, eu fiquei quieto, na minha. Quem devia impedir era o guarda municipal.
Cardinot - O senhor vai depor mais tarde. O senhor vai confirmar esse depoimento?
Genivaldo - Vou.