Primeira audiência do processo aconteceu ontem à tarde, no fórum de Sirinhaém
A primeira audiência do processo sobre o estupro e assassinato
da engenheira química Maria Carolina Dias Diniz, em 1 de janeiro desse
ano, na praia de Gamela, em Sirinhaém, aconteceu ontem à tarde, no fórum
da cidade, sob um protesto de amigos e parentes da vítima. Os manifestantes
usaram faixas, carros de som e camisas pedindo justiça para o crime
contra Carol, como era chamada a vítima. Um dos três acusados e único
a assumir participação no episódio, o caseiro Genivaldo dos Santos,
faltou à audiência sob alegação de que está sendo ameaçado de morte.
Segundo o advogado do caseiro, Djaílton Melo, Genivaldo já foi ameaçado
três vezes por ter denunciado o sargento do Corpo de Bombeiros Alan
Holanda e o contador Marcelo Rodrigues Barreto. "Na primeira vez, Alan
falou que se meu cliente não calasse a boca ia morrer. Em outra ocasião,
na reconstituição, Alan comentou que Genivaldo ia pagar caro. No último
dia 29 recebi uma ligação dizendo que se ele comparecesse à audiência
de hoje seria morto em frente ao fórum", informou o advogado. Melo disse
que uma testemunha do caso, um dono de bar das proximidades onde aconteceu
o crime, já foi assassinado em agosto.
A mãe de Carolina, Maria da Conceição Dias, 65, participou do protesto
e pediu agilidade no processo. A família diz não ter dúvidas da participação
dos acusados. Um deles, Marcelo, é o dono da casa onde a vítima tinha
passado a festa de final de ano e ao mesmo tempo irmão de uma amiga
de Carol. Desde o dia 21 de setembro, os três homens estão aguardando
o processo em liberdade porque o juiz Iraquitan dos Santos, da comarca
de Sirinhaém, não concedeu a prisão preventiva solicitada pela Polícia
Civil. "Não cabia preventiva nesse caso porque não existe prova concreta
de ameaças a testemunhas, nem perigo à ordem pública. Além disso, eles
nunca tentaram se evadir e têm endereço certo", comentou o juiz antes
da audiência começar.
PROMOTORIA - Antes dos três acusados serem submetidos a julgamento,
há o interrogatório dos acusados, ouvidas das testemunhas arroladas
pelaacusação e ouvida das testemunhas arroladas pela defesa. Em seguida,
há acareação entre testemunhas e o julgamento pelo Tribunal do Júri.
A partir de agora, a promotoria tem três dias para apresentar nove testemunhas
de acusação. Marcelo e Alan negam o crime. Maria Carolina ainda passou
sete dias internada em coma, mas não resistiu a um ferimento na cabeça.
Comentários dos leitores
"Não há prova alguma que incrimine
Marcelo e Allan. É simplesmente a palavra de um cara, que no fim das
contas o seu último depoimento vai de encontro aos dois primeiros,
como pode três histórias completamente diferentes? Onde
estão as provas contra o contador e o ex-bombeiro? Allan e
Marcelo viveram e cresceram com pessoas e que na maioria eram mulheres.
O que fizeram com a Carolina nunca poderia vir de uma pessoa sã.
A pessoa teria que no mínimo ser um psicopata. O que, com certeza
Allan e Marcelo não são, pois em 21 ou 22 anos, mais
ou menos, que era a idade dos rapazes na época, teria que,
de alguma maneira, tal deficiência se mostrar, o que não
aconteceu. Homens de bem que estão sendo tratado como criminosos
pelo pior dos delitos que é o estupro seguido de espancamento.
O extremo absurdo e a prova da grande deficiência da justiça
e maior que ela, a inocência da sociedade por acreditar na imprensa,
que na maioria das vezes, não está nem um pouco preocupada
com a veracidade dos fatos, e sim com a quantidade de dinheiro que
vai ganhar com tal notícia. Allan e Marcelo são inocentes.",
Julieta, por e-mail
"Não entendi o comentário abaixo por inteiro. Peço que a pessoa
que comentou o faça novamente. Quanto à minha opinião, há juízes que
realmente não merecem o lugar que ocupam e a quantia que recebem",
Carla, por e-mail.
"É inacreditável a incompetência da justiça.
Acho que este Juiz deveria sugerir ao assassino, que dá próxima vez
que ele fizer uma barbaridade desta, peça para alguem filmar. Desculpem
leitores o tom de gozação sobre numa coisa tão seria, mas quero aqui
reforçar a indignação da amiga Risonete.", Floripa, por e-mail.
"O juiz diz não haver testemunhas concretas. realmente
não existe, pois a única testenhuma é aquela que participou do crime.
que dizer que, vc pode participar de um crime e testemunhá-lo, mas deverá
ter alguém observando para depois poder contar ao juíz, assim ele vai
acreditar que realmente você participou no crime e está contando a verdade.
Os criminosos não são uma ameaça a comunidade, sinceramente, eu com
poder em minhas mãos tirava todos os criminosos das cadeias em todo
o mundo. as vezes quem tem poder não sabe como administrá-lo, ficando
assim 'você compra meu poder e eu te ajudo.", Risonete, por e-mail.