Edição de Sexta-Feira, 1 de Novembro de 2002
 
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Protesto por morte de engenheira

Primeira audiência do processo aconteceu ontem à tarde, no fórum de Sirinhaém

A primeira audiência do processo sobre o estupro e assassinato da engenheira química Maria Carolina Dias Diniz, em 1 de janeiro desse ano, na praia de Gamela, em Sirinhaém, aconteceu ontem à tarde, no fórum da cidade, sob um protesto de amigos e parentes da vítima. Os manifestantes usaram faixas, carros de som e camisas pedindo justiça para o crime contra Carol, como era chamada a vítima. Um dos três acusados e único a assumir participação no episódio, o caseiro Genivaldo dos Santos, faltou à audiência sob alegação de que está sendo ameaçado de morte.

  Segundo o advogado do caseiro, Djaílton Melo, Genivaldo já foi ameaçado três vezes por ter denunciado o sargento do Corpo de Bombeiros Alan Holanda e o contador Marcelo Rodrigues Barreto. "Na primeira vez, Alan falou que se meu cliente não calasse a boca ia morrer. Em outra ocasião, na reconstituição, Alan comentou que Genivaldo ia pagar caro. No último dia 29 recebi uma ligação dizendo que se ele comparecesse à audiência de hoje seria morto em frente ao fórum", informou o advogado. Melo disse que uma testemunha do caso, um dono de bar das proximidades onde aconteceu o crime, já foi assassinado em agosto.

A mãe de Carolina, Maria da Conceição Dias, 65, participou do protesto e pediu agilidade no processo. A família diz não ter dúvidas da participação dos acusados. Um deles, Marcelo, é o dono da casa onde a vítima tinha passado a festa de final de ano e ao mesmo tempo irmão de uma amiga de Carol. Desde o dia 21 de setembro, os três homens estão aguardando o processo em liberdade porque o juiz Iraquitan dos Santos, da comarca de Sirinhaém, não concedeu a prisão preventiva solicitada pela Polícia Civil. "Não cabia preventiva nesse caso porque não existe prova concreta de ameaças a testemunhas, nem perigo à ordem pública. Além disso, eles nunca tentaram se evadir e têm endereço certo", comentou o juiz antes da audiência começar.

PROMOTORIA - Antes dos três acusados serem submetidos a julgamento, há o interrogatório dos acusados, ouvidas das testemunhas arroladas pelaacusação e ouvida das testemunhas arroladas pela defesa. Em seguida, há acareação entre testemunhas e o julgamento pelo Tribunal do Júri. A partir de agora, a promotoria tem três dias para apresentar nove testemunhas de acusação. Marcelo e Alan negam o crime. Maria Carolina ainda passou sete dias internada em coma, mas não resistiu a um ferimento na cabeça.

Comentários dos leitores

"Não há prova alguma que incrimine Marcelo e Allan. É simplesmente a palavra de um cara, que no fim das contas o seu último depoimento vai de encontro aos dois primeiros, como pode três histórias completamente diferentes? Onde estão as provas contra o contador e o ex-bombeiro? Allan e Marcelo viveram e cresceram com pessoas e que na maioria eram mulheres. O que fizeram com a Carolina nunca poderia vir de uma pessoa sã. A pessoa teria que no mínimo ser um psicopata. O que, com certeza Allan e Marcelo não são, pois em 21 ou 22 anos, mais ou menos, que era a idade dos rapazes na época, teria que, de alguma maneira, tal deficiência se mostrar, o que não aconteceu. Homens de bem que estão sendo tratado como criminosos pelo pior dos delitos que é o estupro seguido de espancamento. O extremo absurdo e a prova da grande deficiência da justiça e maior que ela, a inocência da sociedade por acreditar na imprensa, que na maioria das vezes, não está nem um pouco preocupada com a veracidade dos fatos, e sim com a quantidade de dinheiro que vai ganhar com tal notícia. Allan e Marcelo são inocentes.", Julieta, por e-mail

"Não entendi o comentário abaixo por inteiro. Peço que a pessoa que comentou o faça novamente. Quanto à minha opinião, há juízes que realmente não merecem o lugar que ocupam e a quantia que recebem", Carla, por e-mail.

"É inacreditável a incompetência da justiça. Acho que este Juiz deveria sugerir ao assassino, que dá próxima vez que ele fizer uma barbaridade desta, peça para alguem filmar. Desculpem leitores o tom de gozação sobre numa coisa tão seria, mas quero aqui reforçar a indignação da amiga Risonete.", Floripa, por e-mail.

"O juiz diz não haver testemunhas concretas. realmente não existe, pois a única testenhuma é aquela que participou do crime. que dizer que, vc pode participar de um crime e testemunhá-lo, mas deverá ter alguém observando para depois poder contar ao juíz, assim ele vai acreditar que realmente você participou no crime e está contando a verdade. Os criminosos não são uma ameaça a comunidade, sinceramente, eu com poder em minhas mãos tirava todos os criminosos das cadeias em todo o mundo. as vezes quem tem poder não sabe como administrá-lo, ficando assim 'você compra meu poder e eu te ajudo.", Risonete, por e-mail.


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Entrevista - Genivaldo João dos Santos







 

 
 
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