DENÚNCIA
O Ministério Público do Estado de Pernambuco, através da Promotoria da Saúde, também vai acompanhar as investigações sobre a denúncia de que o Hospital Evangélico de Pernambuco (HEP), que é conveniado ao Sistema Único de Saúde (SUS), estaria cobrando consultas médicas sem autorização. A promotora Ivana Botelho disse que pedirá esclarecimentos à Prefeitura do Recife, responsável pelo gerenciamento do repasse das verbas do SUS, e à própria unidade hospitalar. Na última terça-feira, a reportagem do DIARIO constatou que os pacientes que procuravam as especialidades de ginecologia, clínica médica e urologia estavam tendo que desembolsar R$ 10,00 para serem atendidos mais rapidamente. Se quisessem optar pelo atendimento do SUS, teriam que esperar até o final do mês para serem examinados.
De acordo com a promotora, até então o Ministério Público de Pernambuco não havia tomado conhecimento de nada relacionado ao fato. "A Promotoria de Saúde registrou apenas um problema com o mesmo hospital, onde pacientes denunciavam que estavam sendo mal atendidos. Mas, quanto a denúncias envolvendo cobrança irregular de consultas, em função do credenciamento pelo Sistema Único de Saúde, realmente não tínhamos nenhum conhecimento a respeito", explicou Ivana Botelho. A promotora destacou que o mais importante numa investigação como esta é verificar se há a cobrança casada por parte do hospital. Ou seja, se os pacientes estariam pagando os R$ 10,00 pelas consultas e a unidade hospitalar estaria registrando o fato como um atendimento do SUS.
COTAS - Ontem, o Centro de Controle e Avaliação da Rede Hospitalar da Prefeitura do Recife já iniciou um levantamento destinado a verificar a quantidade de cotas repassadas ao Hospital Evangélico de Pernambuco entre os meses de janeiro e setembro desse ano. Segundo informações fornecidas pela Prefeitura, o Centro deverá concluir as investigações sobre o caso até o final da próxima semana.
Segundo informou Ana Cristina Farias, da Diretoria de Programação, Controle e Avaliação, uma equipe do Centro já foi designada para fazer uma vistoria geral na situação do Hospital Evangélico de Pernambuco. A direção da unidade, no entanto, afirma que está autorizada a trabalhar com consultas particulares. No entanto, pelo cadastro geral do Ministério da Saúde, o Hospital Evangélico está registrado desde 1987 como entidade filantrópica e por isso não pode cobrar por quaisquer de seus serviços. Em hipótese alguma.