A vez da produção independente
Responsável por programas como A Comédia da Vida Privada, Guel Arraes agora coordena as produtoras independentes. O diretor, que sugeriu a realização da série Cidade dos Homens, diz que elas não vêm só para inovar.
REVISTA: Qual é a sua função junto às independentes?
GUEL ARRAES: Sou um produtor da Globo que lê o projeto, participa do desenvolvimento, acompanha as filmagens. Em cada produção, minha participação será diferente. No Cidade dos Homens, sugeri que se fizesse a série e fui co-roteirista de um episódio.
REVISTA: Há outros projetos independentes em produção?
GUEL: Por enquanto, não. A microssérie Pastores da Noite, que foi uma idéia da Videofilmes, acabou sendo executada pela Globo porque eles não puderam fazê-la. Informalmente, a emissora já vinha experimentando isso: o quadro da Regina Casé, no Fantástico, foi feito pela Pindorama.
REVISTA: Em que moldes é a parceria? A Rede Globo banca e as produtoras executam?
GUEL: Sim. É como se elas fossem núcleos. Texto e orçamento são aprovados do mesmo jeito.
REVISTA: Por que investir em produções independentes?
GUEL: Para reforçar nossa criação, reunindo talentos que a emissora não precisa ou não pode ter sob contrato. As produtoras não vêm só inovar: a Globo já tem gente que faz isso, como as equipes de Os Normais e do quadro Retrato Falado.
REVISTA: O projeto de regionalização tem a ver com isso?
GUEL: Foi criado paralelamente, mas os dois tendem a se cruzar. Isso porque a regionalização também servirá para mapear os talentos locais.