|
 |
Liberação de recursos preocupa
O deputado federal Eduardo Campos (PSB) alertou, ontem, sobre o risco que o Estado corre se não se apressar em empenhar os recursos de Pernambuco previstos no Orçamento Geral da União (OGU) de 2002. Dos R$ 230,2 milhões assegurados pelas emendas coletivas dos deputados, até agora só foram liberados R$ 2,172 milhões. Segundo o parlamentar, o dinheiro terá que ser empenhado até o final do ano, caso contrário, o Estado ficará impedido de receber a verba porque após 10 de dezembro será efetuado o balanço das finanças públicas.
De acordo com uma fonte do Executivo, muito mais importante do que brigar por cargos federais com representação em Pernambuco, como vêm fazendo algumas lideranças locais, é fazer com que o dinheiro previsto no OGU de 2002 seja liberado. Essa fonte explica que é preciso demonstrar que o Governo FHC contingenciou todas as emendas, prejudicando seriamente o desenvolvimento do Estado.
Segundo Eduardo Campos, se o dinheiro do OGU de 2002 for empenhado no prazo devido a verba ficará assegurada, podendo ser liberada a qualquer momento. "Se não tivermos unidade e capacidade de articulação perderemos o dinheiro. Temos que ter uma ação sobre o Executivo nesse momento de transição para garantir a liberação do recursos", disse. Segundo o parlamentar, dos R$ 230 milhões previstos, Pernambuco só recebeu R$ 2 milhões para o Porto de Suape e R$ 172 mil para aquisição de equipamentos para a área de saúde. Para o deputado, além de garantir que o dinheiro de 2002 seja empenhado, os parlamentares precisam juntar forças para garantir mais recursos no orçamento de 2003.
O senador eleito e deputado federal Sérgio Guerra (PSDB) rebateu ontem Eduardo Campos. Guerra esteve ontem em Brasília, acompanhando o governador Jarbas Vasconcelos (PMDB), que manteve contatos com o vice-presidente Marco Maciel (PFL) e membros do Governo na tentativa de liberar os recursos. Sérgio Guerra disse que o dinheiro previsto no orçamento começará a ser liberado no final do ano e que o atraso ocorreu por causa das eleições. De acordo com a legislação eleitoral, os repasses de recursos não podem ser feitos ao longo de três meses antes da eleição.
|
 |
|