ISRAEL
JERUSALÉM - O líder palestino Yasser Arafat alertou, ontem, que o conflito no Oriente Médio ficará ainda pior agora que o premiê israelense, Ariel Sharon, dependerá de partidos da extrema-direita e religiosos para se manter no poder. Sharon, enquanto isso, escolheu um linha-dura como seu novo ministro da Defesa e se esforçava para rearrumar seu governo depois que o moderado Partido Trabalhista abandonou a coalizão governista por discordância sobre destinação orçamentária para assentamentos judaicos na Cisjordânia e Faixa de Gaza.
A renúncia do ministro da Defesa Binyamin Ben-Eliezer, do chanceler Shimon Peres e de quatro outros ministros trabalhistas entra em vigor amanhã. Sharon disse que não convocará eleições antecipadas, o que o obrigará a buscar o apoio de legisladores ultranacionalistas. As eleições em Israel estão marcadas para novembro de 2003.
Sharon ofereceu a pasta da Defesa para Shaul Mofaz, que como ex-comandante do Estado-Maior construiu reputação de duras políticas e defendeu a expulsão de Arafat dos territórios palestinos. Um assessor de Mofaz disse que aceitou o convite de Sharon. "Mofaz de um lado, (o atual comandante do Estado-Maior Moshe) Yaalon de outro, Sharon acima deles... imagine como esta região virá a ser", disse Arafat. "Espero uma escalada contra nós, especialmente se estamos falando de um tal novo governo".