Edição de Sexta-Feira, 1 de Novembro de 2002
 
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EUA e França negociam sobre o Iraque

NOVA IORQUE - Os Estados Unidos e a França negociam uma solução de compromisso para a questão iraquiana, que obrigaria o governo de George W. Bush a consultar o Conselho de Segurança da ONU antes de dar início a uma ofensiva militar contra o regime do ditador Saddam Hussein, mas essa resolução daria liberdade a Washington para agir sem o auxílio de outros países, segundo publicou o diário The New York Times. A informação foi confirmada pelo chanceler mexicano, Jorge Castañeda.

  Segundo o acordo revelado pelo Times, as autoridades americanas exigem manter o direito de liderar uma ação militar contra o Iraque (ou até o de agir sem a anuência da ONU) caso Bagdá continue a impedir a inspeção de seus arsenais. Há seis semanas (tempo demais, segundo Washington), França e EUA discutem o número de resoluções necessárias para pôr fim ao impasse relacionado ao Iraque e as cláusulas que deverão ser respeitadas antes que a ofensiva militar contra Saddam seja iniciada.

  Em entrevistas a vários jornais europeus, quarta-feira, o secretário de Estado dos EUA, Colin Powell, descreveu o que, segundo autoridades americanas, é o essencial do plano dos EUA para resolver o impasse. De acordo com funcionários americanos, Powell disse que Washington não aceitará ter sua liberdade de ação limitada se a ONU não aprovar o uso da força.

  Os EUA anunciaram que enviarão bombardeiros Stealth ao Golfo Pérsico para dar maior poder de fogo a seus comandantes que atuam na região, segundo um porta-voz da Força Aérea. Quarta-feira, Bush se reuniu com o chefe dos inspetores de armas da ONU, Hans Blix, e com o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea), Mohamed al Baradei.

  Paris acha necessário duas resoluções, uma sobre a inspeção de armas, outra sobre a autorização para atacar Bagdá. Washington queria que os dois temas constassem de um só texto do Conselho da ONU. Autoridades americanas e diplomatas estrangeiros afirmaram que, de acordo com a nova idéia, os EUA participariam de um debate no Conselho caso o Iraque não respeitasse as exigências da ONU sobre a inspeção e a destruição de suas armas químicas e biológicas.








 

 
 
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