Muita gente acessa a internet sem saber como é o seu funcionamento, então, vamos a uma explicaçãozinha rápida. Não existe um caminho único para o tráfego de uma rede, na maioria dos casos os servidores são descentralizados. Existem o servidor web, o servidor de email, servidor DNS, servidor proxy, servidor de firewall, tudo em máquinas separadas. Para cada serviço que o internauta for utilizar, seguirá uma rota diferente, a quela que for mais próxima ou mais eficiente para cada caso.
O servidor DNS, onde aconteceu o ataque da semana passada, é um serviço fundamental para a utilização de uma rede de computadores baseada no protocolo TCP/IP. Para entender melhor sua importância, acompanhe o exemplo. É mais fácil de lembrar o endereço eletrônico fulano@abc. com. br do que fulano@200. 177. 100. 54, que é o número do IP. Se fulano contratou o serviço do provedor ABC, que é uma empresa comercial (.com) brasileira (.br), o seu endereço eletrônico parece mais lógico, pois é difícil decorar o e-mail fulano @200.177. 100. 54. Só que os computadores e suas redes entendem somente endereços numéricos. Para resolver esse problema, o DNS propicia a conversão automática de nomes para endereços numéricos (padrão IP) e vice-versa.
Assim, todas as vezes em que o internauta acessar à web, sempre estará utilizando o serviço DNS, desde que precise resolver algum nome. Geralmente os provedores de acesso oferecem servidores DNS para seus clientes. Dessa forma, ao se procurar uma máquina, a pesquisa ocorre recursivamente dentro de uma hierarquia, começando no topo.
Caso se queira descobrir o endereço de www. pernambuco. com, o servidor de nomes local tem que encontrar um nome de servidor que responda pelo domínio .com. Ele pergunta a um servidor Raiz (um daqueles 13, dos quais 9 foram atacados), que fornece uma lista dos servidores do domínio .com. Por fim, depois de todo um processo de resolução de nomes, a máquina cliente recebe o endereço IP de www. pernambuco. com, o que deve durar milésimos de segundo. (A.P.)