No Náutico, nenhum setor da equipe foi tão criticado quanto a defesa. Os números justificam a preocupação. Foram 30 gols em 21 partidas. E quando o time tem pela frente um dos melhores ataques da competição, os cuidados aumentam. A receita para deixar os goleadores saírem em branco na noite de hoje é dada pelo zagueiro Érlon. "Precisamos ter atenção o tempo todo. Não se pode descuidar em momento algum. É assim que se vence um clássico, buscando sempre errar menos que o adversário", explicou.
O jogador busca no exemplo do outro clássico, com o Sport, a lição para que o Náutico não caia no mesmo erro. "Fizemos uma das nossas melhores apresentações no campeonato, soubemos virar uma partida em que o nosso adversário era o favorito, mas vacilamos e deixamos escapar a vitória. Trata-se de um tipo de jogo em que o detalhes decidem o resultado", avaliou.
Ao lado de Max Sandro, ele compõe a quinta dupla de zaga utilizada pelos alvirrubros na competição, o que em tese poderia explicar em parte alguns erros de posicionamento e grande número de gols sofridos. Mas Érlon acredita que o entrosamento com o companheiro está aumentando e que todo o sistema de marcação timbu estará atento no clássico desta noite.
Para o goleiro Gilvan, que ganhou novamente a condição de titular após Gilberto sentir a contusão a pouco mais de 24 horas do jogo, a missão é difícil, mas ele já mostrou estar preparado. "Venho jogando há quatro rodadas e estou num bom ritmo. Mesmo com a possibilidade de Gilberto retornar à posição não descuidei e trabalhei forte para isso", concluiu.