Muito mais do que um simples avanço nos mecanismos de classificação ocupacional, a CBO deve favorecer a criação de novas associações de classe e cooperativas, o que certamente facilitará o acesso das recém-reconhecidas categorias às linhas oficiais e particulares de crédito. Afinal, o agrupamento das atividades em famílias permite a organização de entidades representativas muito mais fortes e com anteparo jurídico para lutar por melhores condições de trabalho e apoio financeiro.
De acordo com a gerente do posto de atendimento do Centro de Apoio aos Pequenos Empreendimentos (Ceape-Recife), Madalena Pinto, o reconhecimento dessas novas categorias certamente fomentará o crédito cooperativo, embora não venha a representar grande diferença na liberação dos financiamentos individuais. "Com certeza, as categorias beneficiadas pela CBO se tornarão mais fortes e agrupadas poderão fazer valer os seus direitos, tanto do ponto de vista trabalhista, quanto empresarial", arremata.
Para o presidente da Associação Pernambucana dos Criadores de Rãs, Luiz Saturno, o reconhecimento oficial da atividade é o primeiro passo rumo à valorização profissional e ao fortalecimento da ranicultura no País. "Para nós, o registro pode significar a obtenção de mais apoio governamental, assim como um acesso mais fácil às linhas de crédito. Atualmente, a atividade está em crise e não existe nenhum sistema de financiamento específico de apoio à criação de rãs", salienta.