Edição de Sexta-Feira, 1 de Novembro de 2002
 
Início Diario de Pernambuco Economia Superávit é o melhor da História

Diario

Índice Geral
Expediente
Ed. Anteriores
Assinaturas
 

Cadernos

Política
Brasil
Mundo
Economia
Esportes
Vida Urbana
Viver
 

Suplementos

Revista na TV
Empregos
Viver Mulher
Viagem
Informática
Saúde
Carro
Imóveis

 

Serviços

Loterias

 

Economia

Superávit é o melhor da História

Economia de dinheiro para pagar juros foi R$ 10,25 bilhões

BRASÍLIA - O Governo obteve, em setembro, o maior superávit primário em mais de dez anos. A economia de dinheiro para pagamento de juros chegou a R$ 10,25 bilhões, permitindo que fosse cumprida, com folga, a meta acertada com o FMI (Fundo Monetário Internacional) para esse mês. O bom resultado vai permitir que o setor público aumente seus gastos até o final do ano.

  Graças ao bom resultado de setembro, o superávit primário (receita menos despesas do Governo, exceto gasto com juros) acumulado desde janeiro chegou a R$ 47,62 bilhões - o que equivale a 5% do Produto Interno Bruto (PIB) -, acima dos R$ 41 bilhões acertados no acordo com o FMI.

  O acordo prevê ainda que, até o final do ano, o superávit chegue a R$ 50,3 bilhões - equivalente a 3,88% do PIB. Como o resultado acumulado até setembro já está próximo desse número, o setor público (União, Estados, municípios e estatais) não vai precisar manter um ajuste fiscal tão rígido nos próximos meses.

  "É provável que se venha a liberar mais recursos. A margem(para gastos) vai ser maior", diz o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes. Ele também afirma não ter dúvidas quanto à capacidade do Governo de cumprir as metas acertadas com o FMI. "É absolutamente certo que se vai cumprir", diz ele. Até agosto, os resultados primários obtidos pelo setor público estavam abaixo do esperado, ficando bastante próximos do mínimo exigido pelo Fundo.

  O superávit de setembro foi o maior já alcançado desde 1991, quando o BC passou a calcular essa estatística com a atual metodologia. Os R$ 10,25 bilhões economizados equivalem a 9,4% do PIB acumulado no período.

  Mesmo com toda essa economia, porém, o Governo não conseguiu evitar um forte crescimento da dívida pública, que chegou a R$ 885,19 bilhões - valor equivalente a 63,9% do PIB acumulado nos últimos doze meses.

  O elevado superávit obtido em setembro reflete, principalmente, o aumento de arrecadação da Receita Federal, conseqüência do pagamento de R$ 3,5 bilhões em impostos atrasados. O pagamento desses atrasados só foi possível com a medida provisória 66, que ficou conhecida como "MP da minirreforma tributária".

 








 

 
 
Sua Opinião


Copyright 2001 - Pernambuco.com

Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução parcial ou total do conteúdo
desta página sem a prévia autorização.
diario@dpnet.com.br