Edição de Sexta-Feira, 1 de Novembro de 2002
 
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Só Freud pode explicar

Eduardo Ferreira
E-mail:eferreira@dpnet.com.br

O deputado federal Clementino Coelho mantém sua disposição para lutar por Pernambuco, mesmo sem ser reeleito. O representante do Sertão do São Francisco é um exemplo de que nós, os pernambucanos, devemos lembramo-nos, sempre, de que o Estado não é apenas a Região Metropolitana, Zona da Mata e parte do Agreste.

  O parlamentar sanfranciscano deu, ontem, mais um exemplo de visão conjunta do Estado, ao questionar o presidente Fernando Henrique Cardoso que, faltando dois meses para encerrar o mandato, autorizou a liberação de R$ 900 milhões "a título de ressarcimento por investimentos feitos po Minas Gerais para conservação da malha rodoviária".

  A crítica nasceu do fato de o Governo Federal não levar em conta os recursos gastos pelo Governo de Pernambuco na duplicação e restauração da BR-232, pois anteriormente o parlamentar encaminhara à Presidência da República e à Comissão de Viação e Transportes da Câmara uma proposta que ressarcisse Pernambuco das despesas com a rodovia federal.

  De nada adiantou, mesmose sabendo que o governador de Pernambuco, Jarbas Vasconcelos, mesmo assumindo o ônus por apoiar o presidente da República e seu candidato, José Serra, sempre se manteve fiel ao Governo Federal, diferentemente de Itamar Franco, como destaca Clementino Coelho, que somente agora se reaproximou do Palácio do Planalto. Porém o mais grave, caro Clementino Coelho, não é o caso de Minas. É o do Ceará, onde o governador Tasso Jereissati, mesmo ganhando um porto que só pode ter operações seguras durante seis meses por ano, não apoiou o candidato do presidente. Pelo jeito, só Freud explica o comportamento do ocupante do Planalto.

O deputado Clementino Coelho deixou claro que, nós, os pernambucanos, não queremos esmolas do atual Governo. Exigimos, sim, o que temos direito, ou seja, o mesmo tratamento concedido às outras unidades da Federação

Desertificação (I)
A Política de Combate à Desertificação de Pernambuco, ao conciliar o uso do solo a uma agenda social, serve de modelo para o Secretariado de Combate à Desertificação da ONU que, ao colocá-la entre as 10 melhores práticas mundiais, convidou a secretária-adjunta de C&T e Meio Ambiente, Alexandrina Sobreira.

Desertificação (II)
A proposta é que Alexandrina Sobreira participe, em Roma, entre 11 e 22 deste mês, de uma reunião para discutir a Convenção de Desertificação do Mundo, oportunidade, como destaca a secretária, "para mapear problemas e levantar possíveis recursos. No ano passado, conseguimos, em Genebra, US$ 50 mil".

Catástrofes
Estudo das Nações Unidas constata que, no balanço final de 2002, as catástrofes naturais em todo o Mundo deverão representar, até o final do ano, 70 bilhões de euros. Em nove meses, os custos com os desastres provocados pelo clima chegaram a 56 bilhões de euros, algo em torno de R$ 210 bilhões.

Cebola
Como Cabrobó e Terra Nova não têm calendário agrícola, a mão-de-obra planta e colhe cebola o ano todo, ao contrário de Petrolina, onde ela só é requisitada na entressafra da uva e das frutas. Para comemorar a produção, a Associação dos Irrigantes de Terra Nova realizará, em 14 de novembro, a 1ª Festa da Cebola.

Antarctica
Vai ao ar amanhã novo filme da série "Com a Antarctica é Mais Gostoso", agora estrelado por Lima Duarte, que interpreta um frei apaixonado por Antarctica. O personagem anda pelas ruas, num dia ensolarado, enquanto seus fiéis correm para cumprimentá-lo. É que ele bebe Antarctica e enxuga os lábios com as mãos. O comercial foi feito pela Almap/BBDO.

Preços
Entre junho/95 e outubro/2002, o preço do quilo do frango vivo passou de R$ 0,80 para R$ 1,60 (aumento de 100%), enquanto o de frango resfriado pulou de R$ 1,14 para R$ 2,06 (38%). Mas o quilo do milho subiu 227%, ao sair de R$ 0,15 par R$ 0,49 e o do farela de soja 372%, pulando de R$ 0,18 para R$ 0,85.

Primeiro...
Com base nas experiências de Pernambuco e do Rio Grande do Sul com o Programa Primeiro Emprego, o secretário José Arlindo Soares sugeriu, como presidente do Fórum Nacional de Secretários do Trabalho, em maio do ano passado, que o FAT financiasse o programa, proposta agora adotada pelo presidente eleito.

...emprego
O projeto, apresentado ao Conselho de Desenvolvimento do FAT, foi levado, dias depois, pelo governador Jarbas Vasconcelos, o deputado Sérgio Guerra e o secretário José Arlindo ao presidente Fernando Henrique que, somente em 2002, pensou em lançá-lo. Aí houve reação, pois ia parecer um programa eleitoreiro.

Comentários dos leitores

"Ontem, Antonio José Monteiro, Secretário de Meio Ambiente, manifestou sua irritação com o IBAMA, mandando fazer uma circular para todos 50 empresários que fazem parte do condomínio industrial Porto Arthur, revelando o nome do fiscal do IBAMA que está impedindo a implantação do distrito industrial. O engenheiro agrônomo Eduardo Fernando Sobral da Costa, na verdade Analista Ambiental do IBAMA, está prendendo o parecer sobre o distrito industrial, que já se sabe que será desfavorável ao projeto, por causa de que a empresa que estava fazendo a terraplenagem derrubou, inadvertidamente, 12 árvores. O Eduardo considerou que a área é de preservação ambiental, e que a atitude da Prefeitura de Paulista violou a lei ambiental, e, por isso, deveria ser punida. No entanto, a AD/DIPER, provou que o terreno não é mata atlântica, e, sim, a mata vizinha, erro que o Eduardo Fernando Sobral da Costa não quer admitir. O que interessa é que 8.500 empregos diretos e indiretos deixam de ser criados pro causa de uma birra de um técnico, insensível aos problemas sociais, enquanto, que a algums metros dali, várias pessoas estão invadindo área de mangue, que ele, técnico tão competente, não vai lá, impedir. Ou seja: dois pesos, duas medidas! O Prefeito Antonio Speck já manifestou sua preocupação junto à AD/DIPER e CPRH, que aprovam o projeto, e, inclusive, teve contato com a direção do IBAMA, que também não concorda com o subalterno. Enquanto isso, nada de novo na terra de Abrantes, tudo continua como antes, e as pessoas morrendo de fome...", A. Sales, por e-mail.

 








 

 
 
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