Chevrolet acerta na produção do Meriva, que tem preço atrativo e é derivado da plataforma do Corsa
O Chevrolet Meriva chegou de mansinho e passou a concorrer diretamente com monovolumes da safra do Scénic, Picasso e até do próprio GM Zafira. Essa não era a proposta da Chevrolet que trouxe a minivan para entrar numa espécie de terreno misto do mercado, onde pode bater de frente como opção para os consumidores das peruas compactas - pessoas que gostam de veículos menores, e que ao mesmo tempo fazem questão de espaço para bagagens.
Construído sobre a palataforma do Corsa, o Meriva (R$ 34.890,00) apresenta espaço relativamente confortável para cinco pessoas. Visualmente, o modelo não destoa muito do conceito das minivans do mercado (talvez seja até mais ousado que o primo maior, o Zafira): o desenho é futurista, jovem, sem ser exagerado, e o motor tranversal ajuda a economizar espaço no capô, aumentando a área livre dentro do veículo.
E por falar em motor, saiba que o 1.8 litro 8V escondido sob o capô é uma das melhores coisas do Meriva. São 102 cv altamente dóceis, mas que também não irão negar uma boaresposta às pisadas no acelerador. A GM disponibiliza também a versão 1.8 litro com 16V válvulas e 122 cv, e correm boatos de que a montadora estaria apenas aguardando para soltar no mercado o modelo 1.0 Turbo - que serviria para, digamos, popularizar o Meriva.
O monovolume será o primeiro Chevrolet a incorporar o acelerador eletrônico (que ficou famoso ao ser denominado drive-by-wire na Fiat), seguindo uma tendência originada na Fórmula Um e popularizada no Brasil pelos carros da Fiat. O acabamento do Meriva é digno de um General Motors que se preze: muito conforto e bom gosto na escolha dos detalhes do estofamento. A posição de dirigir é privilegiada, assim como o acesso à maioria dos instrumentos de bordo. Talvez o único problema seja ajustar o relógio - que também funciona como display do rádio e do cd player -, pois o motorista tem que se curvar para frente para alcancá-lo.
Câmbio e suspensão também são de menção honrosa. Com relação ao primeiro, os engates são bem ao velho estilo da Chevrolet: macios e precisos. Apesar da pouca largura, o Meriva não vacila em curvas mais fechadas e nem faz feio quando submetido a condições mais severas de asfalto. A configuração é McPherson na dianteira e suspensão semi-independente na parte traseira.