Leão francês: faz bem ter uma fera dessas dentro da garagem
Felipe Vieira
Da equipe do DIARIO
Na eterna briga entre segmentos da indústria automotiva, talvez o Peugeot 307 encare a concorrência mais acirrada. Afinal de contas, não é mole dividir fatias de mercado com o recém-chegado Fiat Stilo, o novo Astra, o Ford Focus e o eternamente competitivo Golf e em doses miúdas o Audi A3. Mas o hatch, importado pelo Grupo PSA (Peugeot-Citroen), nas versões Soleil, Passion e Rallye, prova que a marca do leão está forte para conquistar adeptos também entre os médios. O preço? Na faixa dos R$ 40 mil para o modelo Passion
Em um segmento disputado taco-a-taco, é importante largar na frente com um visual atraente. E nisso a Peugeot caprichou ao conceber o 307. As linhas remetem ao 206, só que mais cortantes, o que confere ao carro um visual mais agressivo que o do primo menor.
A versão mais básica do 307 traz o mesmo motor 1.6 16V e 110 cv que equipa o 206. O propulsor não chega a ser um primor no que diz respeito às saídas mais rápidas, o carro se torna um pouco pesado, mas demonstra uma força bem distribuída entre as cinco marchas. De qualquer forma, as retomadas não são comprometidas, visto que o comando eletrônico do acelerador garante força sempre que a marcha é reduzida. A economia de combustível surpreende: 10 Km/l na cidade. É por essas e outras que o Peugeot 307 deve agradar em cheio ao público que deseja um veículo moderno, confortável e espaçoso.
Outro ponto irrepreensível no médio-compacto é a suspensão. A tradição francesa - é bom lembrar que a Citroen, parceira da Peugeot no Grupo PSA, é uma das maiores autoridades no Mundo em suspensão - fica evidente quando o carro roda por pisos mais acidentados. Pouco (muito pouco) dos solavancos são passados para o corpo dos ocupantes, graças à simples e eficiente configuração McPherson na dianteira e do eixo de torção na parte traseira.
O espaço interno é um dos maiores atrativos do hatch. A posição transversal do motor encurta consideravelmente a extensão do capô, o que garante muito mais folga para motorista e passageiros dentro do carro. No que dizrespeito ao conforto interno, o 307 não deixa a dever, se comparado a muitos veículos luxuosos - guardando as devidas proporções.
A posição de dirigir é boa, segue o estilo dos monovolumes, bem como a empunhadura do volante (que ainda tem regulagem de altura). O acabamento interno também é digno de sedãs de luxo, com direito até a imitação de madeira, para dar um ar mais austero ao carro.
E o Peugeot 307 ainda oferece mordomias como ar-condicionado digital e computador de bordo, que controla desde as funções do som até informações básicas como a autonomia do veículo.