SÃO PAULO - Os empresários estão dispostos a contribuir para um programa de combate à fome, que o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva pretende adotar já no início de seu governo. Alguns estão dispostos a fazer doações, como em empresário Ivo Rosseti, da Valisère, mas outros esperam contrapartida em benefícios fiscais. O diretor da Federação da Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Roberto Faldini, disse não ter dúvida de que a proposta de oferecer bônus como incentivo fiscal terá apoio da empresas. Mas ressaltou que caberá ao governo Lula adotar mecanismos que conciliem o incentivo fiscal às empresas com a perda de arrecadação decorrente das isenções tributárias. "Não conheço os detalhes desse mecanismo de bônus, mas qualquer caminho que parta da substituição de impostos para essa finalidade pode funcionar. A questão é como esse bônus será coberto no Orçamento", afirma.
Já Paulo Skaf, presidente da Associação Brasileira das Indústrias Têxteis (Abit) e um dos vice-presidentes da Fiesp, ficou entusiasmado com o Programa Fome Zero: "Vai repercutir bem no meio empresarial as propostas do novo Governo. Não podemos nos orgulhar de nada num País onde seu semelhante passa fome. Vamos dar crédito a Lula, porque ele começou bem ao priorizar o combate à fome", destacou Skaf. Segundo o dono da Valisère, Ivo Rosseti, o governo Lula vai ganhar a adesão do empresariado porque o combate à miséria é de extrema importância para o País.