RIO - O Programa Fome Zero, do PT, focará, inicialmente, em 8,8 milhões de brasileiros, ou seja, 20% dos 44 milhões que, segundo cálculos do novo Governo, estão vulneráveis à subalimentação. Esta é a estimativa feita por um dos coordenadores do projeto petista, o professor de Economia Agrícola Walter Belik, da Universidade de Campinas (Unicamp), no interior de São Paulo. Segundo Belik, são esses os famintos que poderão ser atendidos, num primeiro momento, com os cerca de R$ 5 bilhões disponíveis no Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza.
Ele contou ainda que a proposta do partido prevê a distribuição de cupons de, no máximo, 80 reais - esse foi o valor estimado pela equipe petista para que alguém com renda zero consiga consumir as calorias mínimas mensais. O novo Governo tentará evitar distribuir cédulas de papel e pretende fazer as doações fornecendo cartões magnéticos para os pobres cadastrados. Mas os beneficiados terão de usar o cartão apenas para comprar alimentos em supermercados e mercearias credenciados pelo governo.
Os comerciantes, por sua vez, farão o resgate dos cupons no Banco do Brasil (BB) ou em agências do Correio. "Nossa idéia é evitar que as pessoas usem o dinheiro para outros fins", explica.