SÃO PAULO - O ex-secretário do Tesouro dos Estados Unidos Nicholas Brady disse ontem, em São Paulo, que a democracia no Brasil "está viva e vai muito bem". Brady participou do 23º Congresso Brasileiro de Fundos de Pensão, no Hotel Meliá. Segundo ele, em muitas regiões do mundo, há uma crítica crescente contra a adoção de políticas gerais de mercado e livre comércio. Para Brady, essas preocupações tiveram um papel "proeminente" na campanha eleitoral do Brasil.
O ex-secretário do Tesouro dos Estados Unidos observou que os críticos temem que tais políticas não produzam um modelo sustentável para o desenvolvimento econômico, uma vez que pouco fizeram para combater a pobreza e ajudar as populações mais necessitadas. Brady afirmou também que os que criticam argumentam que, por adotarem o sistema de livre mercado, os países têm tornado-se "mais vulneráveis à volatilidade dos fluxos internacionais de capital".
No entanto, o ex-secretário do Tesouro disse defender o capitalismo democrático. De acordo com Brady,os dois maiores países da América Latina - Brasil e México - tiveram uma transferência do poder político "de forma totalmente pacífica e democrática".
capital - O ex-secretário disse que, por tudo que ouviu durante a campanha, "o povo brasileiro não quer abrir mão das vantagens oferecidas pelos mercados livres". Para ele, esses mercados "proporcionam uma enorme quantidade de recursos que ajudam os brasileiros". Segundo o ex-secretário, o capital, venha de onde vier, forma o alicerce sobre o qual o padrão de vida pode ser elevado para todos os brasileiros em todos os níveis da sociedade.