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Abuso na rua
Pode um compositor que já teve música eleita em concurso promovido pela Prefeitura para representar o Recife, que já fez música de campanha de candidato que foi eleito governador do Estado, que tem música no repertório das rádios e das ruas do Carnaval de pernambucano chegar num estabelecimento público para infernizar os presentes com um disco de merengue à toda altura no som do porta-malas do seu carro? Pois bem, isso aconteceu e foi praticado pelo compositor J. Michiles. Quando? No começo da noite do domingo. O ponto? Na esquina da rua Voluntários da Pátria com Estrada de Belém, em Campo Grande. Recanto onde ele, seus amigos e inúmeros moradores dos bairros da Zona Norte da Capital costumam freqüentar na última esticada do fim de semana. Com o agravante de que a TV estava mostrando os resultados da eleição que escolheu o meio-pernambucano (PE-SP) presidente da República e o pernambucano Reginaldo Rossi fazia a apoteose do Domingão do Faustão. A atitude, além de causar revoltas, me fez considerar real a anedota sobre os caranguejos pernambucanos! Raimundo Bezerra Filho - Recife.
Ginásio Pernambucano
O DIARIO DE PERNAMBUCO precisa retomar o assunto da polêmica em torno do Ginásio Pernambucano. Afinal, quando começa o processo seletivo para novos alunos? Está aquela escola incluída nesse processo de matrícula, que foi noticiado no caderno Vida Urbana? Aluno de escola pública, meu filho sonha com a hora de se candidatar à disputadíssima vaga para o primeiro ano do ensino médio em 2003, naquela escola, mas a secretaria da instituição nos informou que nada foi decidido e que o aval deve vir do Governo do Estado. A propósito, gostaria de saber em qual escola estadual Teresa Maia tirou aquela foto que ilustra a matéria intitulada "Rede Estadual de Ensino abre matrícula". É de impressionar o quanto a informação visual é contraditória com a matéria, pois as aspectos tanto humanos quanto ambientais, mostrados na fotografia, estão longe de ser de uma escola pública estadual em Pernambuco. Luciano Neves- Recife.
Ajudar é preciso
A paróquia de Nossa Senhora da Boa Viagem é uma das mais bonitas do Estado de Pernambuco, sem mencionar que fica num lindo local, no coração de Boa Viagem, na pracinha do terminal. Está sendo restaurada com muito esforço dos fiéis e dos religiosos que por ela são responsáveis. Não entendo a razão de empresas como as Tintas Coral, Ipiranga e Suvinil, habituadas a pintar fachadas do Palácio das Princesas e até Teatro Santa Isabel e Tribunal de Justiça não demonstrarem interesse em participar da restauração de tão bonito e preciso templo, que é patrimônio histórico. Isso não é uma crítica. É uma tentativa de sensibilizar esses fabricantes, apenas. Será que no meio de tão bons empresários, de pessoas tementes a Deus, não há um sequer que deseje ajudar a igreja, pintando sua fachada? Ana J. Torres - Recife.
Subida do dólar
Enquanto Lula não definir o ministro da Fazenda e o presidente do BC, o dólar vai subir e as bolsas caem. Como temos dois meses de transição e o presidente eleito só fala nos projetos e programas sociais, mas sem explicar de onde e como virá a monta de tais verbas, não será de admirar se o dólar chegar a R$ 5,00 até sua posse, quando o salário mínimo valeria apenas US$ 40.00. Assim, tudo fica mais difícil, e com uma desvalorização de 25% em dois meses de transição, sem definições macroeconômicas, o social é quem perde, desde o assalariado mais sacrificado ao microempresário e o funcionário público, os quais já iniciam 2003 1/4 mais pobres, absorvendo uma demanda de custo e poder aquisitivo difícil de ser aplacada com menos de 50% de reajuste do mínimo em maio. Demanda que dificilmente será atendida sem forte impacto inflacionário. Isso, porque, da mesma forma que o social, a economia só funciona com absoluta transparência. É hora de definir qual o rumo que esse gigantesco navio, com todos nós nele embarcados e sem porto seguro à vista, chamado Brasil, seguirá. É simples, basta unificar o discurso para todos e não um para empresários, outro para banqueiros, mais umpara servidores, e outro para o FMI, além de "n" diferentes para cada segmento social, político e institucional. João Diógenes Caldas Salviano - Recife.
Paciência máxima
Chegamos ao limite máximo da paciência. O Recifolia precisa urgentemente ser transferido de local. E não me venha alguns hipócritas dizer que a transferência do Recifolia da beira-mar de Boa Viagem para outro local vai causar danos à economia do Recife, como vem se falando todos esses anos dessa polêmica sai ou não sai da orla. Que danos são esses? Pelo que sei, todos os anos, quem vai ao Recifolia é gente jovem, que se hospeda em pousadas ou casas de amigos. Fora isso, no Recifolia só dá mala sem alça e alma sebosa, bebendo, se drogando e fazendo confusão. Os barraqueiros, que pagam à PCR para vender bebidas na avenida, asseguram que não vale a pena tentar fazer negócios durante a festa, porque, ou o lucro é pequeno ou o prejuízo é grande. Informalmente, quem quiser vender alguma coisa no calçadão corre o risco de ser pego pelos fiscaisda Prefeitura. Quais são os danos à economia essa transferência pode causar, então? Só não abre mão do Iptu cobrado a eles. Nailton R. Souza - Recife.
Reajuste imoral
Já que não posso falar pessoalmente com o secretário de Administração e o da Fazenda, gostaria de apenas que eles me explicassem o seguinte: eles sempre estão dando entrevistas nos jornais e TVs, dizendo que não podem dar aumento salarial aos servidores públicos, por causa da lei de responsabilidade fiscal. Como eles me explicam um aumento de 60% para o governador, que já ganha muito bem, obrigado, sem contar com as mordomias? Por que não 4% também como fez com os funcionários, há mais de oito anos sem aumento? Maria Luiza - Recife.
Alunos inseguros
Gostaria de demonstrar a minha preocupação com a segurança de meus filhos e de todas as crianças que estudam no colégio Salesiano. Há aproximadamente 15 dias, meu filho mais velho, de 11 anos, que estuda no Salesiano, há 9 anos, foi assaltado em plena calçada do colégio. Preocupada com o fato, e sabendo de ocorrências semelhantes ocorridas na rua Dom Bosco, recorri à direção da escola. Expliquei o ocorrido e solicitei medidas de segurança. A direção do colégio disse que iria tomá-las, mas não o fez. Ao contrário: a partir de então, a direção do colégio tenta esconder esse caso, e outros, talvez com a intenção de não provocar pânico. A diretoria do Salesiano chegou a informar, numa reunião de pais, que o caso ocorrido com o meu filho não era verdadeiro e que ele havia sido assaltado, mas não na calçada da instituição. A direção sequer ouviu o meu filho. Considero essa posição da direção da escola um desrespeito para com todos os seus alunos e uma afronta aos princípios éticos e morais Tânia Maria Rocha Barreira - Recife.
FALOU E DISSE
"Os semáforos do Recife são os maiores responsáveis pelos engarrafamentos, já que quase sempre estão quebrados".
Maurício R. Medeiros - Recife.
"Pronto, como num passe de mágica, o presidente eleito, em quem eu votei, virou "doutor" e ninguém pode dizer o contrário".
Ricardo U. Lima - Recife.
"Se a PCR é contra privatizar a Compesa, deve assumir a responsabilidade pelo abastecimento de água e mostrar que faz o trabalho certo".
Danilo R. Souza - Recife.
"Digam o que disserem, os postos da PCR estão com atendimento médico classe "A". Parabéns, João Paulo".
Antônia O. Nunes - Recife.
"O TCE disse que o reajuste do governador fere a lei, esquecendo que não existe lei para o primeiro escalão do Estado".
Maria do Carmo L. Moreira - Olinda/PE.