Edição de Sábado, 12 de Outubro de 2002
 
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Pinóquio no original de Carlo Collodi é muito melhor

Digna do selo um dos maiores clássicos da literatura infantil, a fabulosa história de Pinóquio foi escrita pelo italiano Carlo Lorenzini (1826-1890), pseudônimo Collodi, em 1883, e depois nunca mais repousou em um canto escuro, tendo sido traduzida para 150 idiomas.

  Mas é verdade que a partir de 1940, o público infantil e adulto passou a conviver com outro Pinóquio, aquele popularizado pelo desenho animado da Walt Disney. De lá pra cá, a maioria dos fãs conheceu menino de madeira como aquele inocente e simpático filho de Gepeto, que toma por consciência um elegante Grilo Falante e se safa das piores enrascadas por bondade da Fada Madrinha. Uma versão light para Pinóquio.

  Esta ano, os fãs do boneco falante têm motivos para comemorar um contato mais inteligente e crítico com a famosa narrativa. Acaba de chegar às livrarias uma nova edição de As aventuras de Pinóquio (Iluminuras, 160 pp., R$ 30,00), tradução de Gabriella Rinaldi para o original de Carlo Collodi. Diante do genial relato do italiano, os leitores que só o conheciam do vídeo vão poder ter contato com a verdadeira personalidade do boneco que vira menino de verdade.

  O elemento fundamental da narrativa de Collodi é a importância que ele dá à experiência, ao aprendizado vivenciado, à capacidade de acerto pelo erro. Um garoto que queria somente se divertir, mas que acaba percebendo que para isto tem que cumprir algumas tarefinhas. Enquanto coloca seu personagem em situações terríveis, o autor dá uma lição nos seus contemporâneos, expondo a rigidez das convenções sociais em que viviam.

  Outra notícia boa para quem admira As aventuras de Pinóquio deverá chegar por aqui pelo Brasil no começo do ano que vem. Será o longa-metragem Pinocchio, que está sendo rodado na Itália, com roteiro de Vicenzo Cerami e Roberto Benigni (A vida é bela), que também dirige o filme em esquema de grande produção (o orçamento é de U$ 40 milhões). Nele, o protagonista é vivido por Begnini, que diz ser um antigo admirador do conto de Collodi.


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