Candidatos não pedem autorização para enviar email
Andrea Pinheiro
da Equipe do DIARIO
Uma das coisas mais chatas que nasceram com a internet foi o spam, aquelas mensagens indesejadas que lotam as caixas postais dos internautas. Em época de campanha, alguns candidatos usam newsletter, chamada de forma politicamente correta de e-mail marketing, como um veículo para divulgar suas propostas. Até aí, nada mal, desde que os destinatários das mensagens tenham autorizado o envio.
A questão é que vários candidatos usam a ferramenta e esquecem de pedir a tal autorização, o que caracteriza o spam. Tem gente por aqui recebendo emails até de outros estados, como São Paulo e Ceará. O candidato a deputado estadual Raul Henry (PMDB), por exemplo, possui uma newsletter no seu site, que deveria ser enviada somente para os cadastrados na página e quando há um fato relevante, como garante sua assessoria.
A secretária Valeriana Monteiro, no entanto, recebeu duas mensagens de Henry e não havia feito o cadastro. "Fiquei num mau humor danado quando recebi os emails, já pensouse todos os candidatos resolverem mandar mensagens, quantas delas receberíamos por dia?". A assessoria do candidato diz que isso deve ter acontecido por algum erro, garante que só são enviadas mensagens para aqueles que autorizaram previamente. Mas ela continua recebendo os emails, em seus dois endereços eletrônicos, aliás.
Mesmo que as mensagens sejam informativas, com as propostas dos candidatos, quando indesejadas, elas só trazem irritação. A melhor maneira de se livrar delas, enquanto o projeto de lei 7093/02, do deputado Ivan Paixão (PPS-SE), que prevê punições para os spammers, não é aprovado, é tomar alguns cuidados.
A primeiro deles é não preencher aleatoriamente formulários nas home pages. Depois, participar de listas de discussão somente se forem de seu real interesse. Também não é uma boa idéia pedir para ter seu email retirado da lista do spammer. Isso prova a existência de um email válido, e de seu efetivo uso. Vale ter um endereço alternativo para essa hora das compras em lojas virtuais. Assim, o internauta estará mais protegido.