(Atualizado no dia 18/09/2002)
 
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Duke Nuken fica repetitivo e confuso

Nova edição do clássico lembra os primeiros títulos da série, mas ausabilidade é muito comprometida

Paulo Rebêlo
Especial para o DIARIO

Duke está de volta, agora em Nova Iorque. Bem diferente, é verdade, mas com aquele mesmo jeitão rambo de ser. Agora o herói precisa lutar contra os objetivos malignos da Mech Morphix, empresa responsável por uma substância radioativa que, em contato com seres vivos, inicia um processo de mutação irreversível.

  A Sunstorm Interactive, desenvolvedora do título, meio que pisou na bola com os fãs. Em Projeto Manhattan, você encontra um Duke Nukem parecido com os dois primeiros títulos do herói - que passaram despercebidos no Brasil - em um jogo tipo plataforma, sem muita interatividade e com gráficos confusos. Para quem é da época do Nintendo, o game lembra um pouco o Contra 3, só que menos frenético.

PARA OS LADOS - Diferentemente do clássico Duke Nukem 3D de 1996, que conquistou fãs no mundo todo, em Projeto Manhattan você controla o personagem apenas para os lados, a exemplo dos primeiros títulos (1991 e 1993, respectivamente) do Duke 3D. O resultado é um jogo repetitivoe direcionado a um público mais jovem ou à geração mais recente de gamemaníacos, que não conheceram o Duke anterior. O estilo plataforma lembra alguns jogos de fliperama de antigamente e até pede um joystick para ficar mais divertido.

  Os cenários são tridimensionais e bonitos, com direito a aliens e, claro, as prostitutas ("babes") amigas de Duke. As armas e acessórios são clássicos, como o jetpack e os power-ups atômicos. No total, são 25 tipos de inimigos diferentes, nove armas e oito missões enormes para completar. Cada missão é dividida em blocos. E são realmente grandes.

  Um diferencial é o movimento de zoom da câmera, útil para encontrar áreas escondidas. Apesar de bem projetada visualmente, a arquitetura das imagens é complicada e às vezes confunde o jogador: em algumas locações, é impossível saber se há uma barreira para pular ou se é um abismo. Perde-se um pouco a noção de profundidade.

  Por outro lado, a carência de detalhes na resolução, mesmo com uma boa placa de vídeo, termina fazendo com oque jogo seja bem rápido e não demore muito a carregar os estágios.

ENTRETANTO... - Os fãs não perdem por esperar. Há pelo menos cinco anos em produção e ainda sem data prevista para lançamento, está para chegar ao mercado o Duke Nukem Forever, uma versão revista e turbinada do Duke 3D - e agora será novamente em primeira pessoa. Ninguém sabe quando será lançado. Mas quem teve a oportunidade de olhar o CD original de Projeto Manhattan deve ter percebido: há um vídeo com o trailer do próximo título, de cair o queixo.

* Paulo Rebêlo (www.rebelo.org) é subeditor do Webinsider.com.br e correspondente da Wired.com








 

 
 
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