Edição de Quinta-Feira, 19 de Setembro de 2002
 

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Cartas

Correspondências para esta seção: Praça da Independência, 12, Santo Antônio, Recife - 50010-902, fax 3425-7700
E-mail: cartas@dpnet.com.br

Apelo à PCR

  Gostaria de informar à Prefeitura do Recife que a rua Dr. José de Góes, nom Parnamirim, necessita de certa atenção e maiores cuidados, e que, apesar de constar do cadastro municipal como pavimentada, na realidade, mantém ainda pequeno trecho sem a benfeitoria. Talvez seja a última rua não pavimentada do bairro de Parnamirim. Em conseqüência, ressente-se da falta de capinação, principalmente nos meses de inverno, de varrição diária para a coleta, não domiciliar, de garrafas, latas, sacos e papéis deixados por freqüentadores que nela estacionam e que desconhecem mínimas regras de civilidade e boa convivência. Ressente-se, ainda, de um novo coletor público de esgoto, uma vez que o atual, deficitário e comprometido pelo tempo, foi ligado, pasmem leitores, em caráter emergencial, à galeria de águas pluviais da rua Virgínia Loreto. Seria injusto afirmar que a administração do prefeito João Paulo é a única responsável pelos problemas atuais. Sem dúvida, a administração passada tem parcela de culpa, pois autorizou o asfaltamento parcial da rua, em atenção a interesses de grupos empresariais, sem avaliar corretamente os prejuízos para os moradores não atendidos com a medida. A Compesa, por sua vez, também é responsável, por não resolver o crônico vazamento do esgoto local, apesar dos apelos. Entretanto, não é demais lembrar que o custo do serviço, para a pavimentação do trecho remanescente - de pouco mais de cem metros - não é tão dispendioso a ponto de comprometer o orçamento da Prefeitura, em qualquer exercício. Lúcia Cavalcanti - Recife.

Insatisfação

  Gostaria de expressar a minha insatisfação com a gerência de Marketing do shopping Boa Vista. Nas sextas-feiras, costumava freqüentar aquele shopping com alguns amigos para curtir o casal que cantava um belo repertório com muito talento e empatia, e isso fidelizava o público que gosta de uma boa música, e bem interpretada. Porém, fiquei surpresa quando cheguei ao local e fui informada de que o casal havia sido transferido para tocar nas quartas-feiras, ànoite. E é isso exatamente que não entendi, pois ficava difícil conseguir um lugar quando o casal Ana Alves e Marcílio cantavam e fiquei admirada, pois o público evadiu-se, deixando aquela praça vazia. Não consigo assimilar a idéia de se tirar o casal de cantores, já que havia satisfação por parte dos comerciantes que vendiam mais, pois o público gostava e admirava o estilo peculiar e carismático dos músicos, além de haver um maior consumo nas sextas-feiras. Suely Patrícia Martins Gomes - Recife.

Conversa fiada

  Após acompanhar com extrema preocupação os desmandos cometidos pelo traficante Fernandinho Beira-Mar, durante a violenta rebelião promovida pelo Comando Vermelho, no presídio de Bangu 1, a população brasileira pode começar a ver uma luz no fim do túnel, pois parece que, finalmente, as autoridades responsáveis pela segurança pública no estado do Rio de Janeiro resolveram endurecer o jogo, partindo para um decisivo plano de desestabilização do crime organizado. Estou me referindo a uma entrevista queeu tive o prazer de acompanhar, em um noticiário vespertino de uma televisão de grande audiência, na qual o secretário de Segurança, Roberto Aguiar, ao comentar as ações dos traficantes e as reações do governo do Rio citou a seguinte pérola do Febeapá: "Fernandinho Beira- Mar não ficará impune, pois ele será processado pelos crimes cometidos durante a rebelião". Eu confesso que tremi na base, pois custo a acreditar que o instrumento estatal de repressão ao crime possa ser tão cruel com um pobre prisioneiro. Será possível que o secretário não consegue perceber que Fernandinho Beira Mar, ao ser informado desse novo processo, poderá entrar em uma irreversível depressão, humilhado e envergonhado com a mancha que será "acrescentada ao seu prontuário? Apelo para que os órgãos de defesa dos direitos humanos interfiram rapidamente para evitar que esse prisioneiro seja submetido a tão cruel e sádico plano de vingança. Júlio Ferreira - Recife.

Idosos aos 65

  Gostaria de entender a razão de a idade para se consideraruma pessoa idosa é de 65 anos, enquanto a dispensa para votação é de 70 anos. Considerando que o ato de votar deveria ser voluntário e não obrigatório, por que, ao menos, não se isenta os idosos com mais de 65 anos? Não valeria a pena modificar isso ? Ana Lúcia - Recife.

Público enganado

  Foi um desrespeito imensurável o que ocorreu no sábado, dia 14/09/2002, no pátio de São Pedro, em meio as comemorações da Semana Josué de Castro, que é um evento sério e de homenagem mais que merecida a tão ilustre figura pernambucana. Refiro-me ao cancelamento dos shows agendados, quando todo o pátio já estava tomado de espectadores, que queriam apreciar as bandas que se apresentariam. O evento marcado para começar às 20h somente teve início após às 21h, com exibição de documentário e apresentação dos ótimos aprendizes de músicos do Maracatu Estrela Brilhante e encerrando-se logo em seguida, sem um mínimo de respeito ao público, que ficou desnorteado ante a notícia de que estavam ali em vão, pois não haveria show. Houveaté quem pensasse ser uma brincadeira de mau gosto, para descontrair. Isso não se faz! A desculpa usada pela produção foi de que não havia estrutura compatível com os artistas. Se não há condições de se realizar um evento, então, que não o promovam para que nós, o público, não nos sintamos tão ludibriados e frustrados, pois foi essa a sensação que eu e grande número de pessoas tivemos. Roselena Martins - Recife.

Legião de surdos

  Com o Recifolia, estão criando uma legião de surdos em Boa Viagem e em toda Cidade do Recife. A poluição sonora nessas festas é um atentado à saúde pública. O volume de som dos trios elétricos chegam em média a 124 décibeis, em alguns casos, até 140. Dentro dos apartamentos da orla, há até 115 décibeis. Só para citar um exemplo, de 76 a 85 décibeis, o ruído é considerado desconfortável, neurotizante e provoca disfunções orgânicas. Acima de 85, os efeitos são irreversíveis, podendo causar surdez gradual, fadiga, estresse, distúrbios funcionais até mesmo neurose. A partir dos 130 decibéis, pode ocasionar a destruição dos tímpanos e até surdez imediata. Isso demonstra o quanto essa condição é negligenciada pela Prefeitura e pelos órgão competentes. Onde estão os cidadãos de Boa Viagem que não protestam contra essa barbaridade? Cadê os representantes da população? É preciso uma grande união para combater a inércia do poder público. Durval Lins Cavalcanti - Recife.

Correção

A matéria sobre parceria de construtoras com fornecedores publicada na edição passada do caderno Imóveis trouxe depoimento da arquiteta Aline Correia sobre contrato fechado com a Kitchens, quando a empresa com a qual ela formalizou contrato foi a Florense.

FALOU E DISSE

"Bush quer a cabeça do ditador de Bagdá a qualquer preço. Para o presidente norte-americano, fazer guerra significa buscar a paz".
Altamiro C. Júnior - Olinda/PE.

"Esses ataques de tubarão vão afastar os turistas de Pernambuco, numa hora em que o Estado precisa de dinheiro e o povo de trabalho".
Mariana Maria D. Cunha - Jaboatão/PE.

"O povo anda em baixa na cotação do prefeito. Já pediu que a PCR reorganizasse Boa Viagem, mas a feira continua reinando à beira-mar".
Kátia Maria Sá Luna - Recife.

"Vou vibrar, caso o Marista não seja fechado. O Marista é um dos melhores colégios do Estado e precisa continuar a formar gerações".
Jailton José R. Filho - Recife.

"É revoltante ver Fernandinho Beira-Mar sujar as mãos de sangue e depois aparecer, como se fosse um astro, em revistas, TVs e jornais".
Hélio R. Cunha - Recife.








 

 
 
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