(Atualizado no dia 04/08/2002)
 
Início Diario de Pernambuco Saúde Sem traumas com a orelha

Diario

Índice Geral
Expediente
Ed. Anteriores
Assinaturas
 

Cadernos

Política
Brasil
Mundo
Economia
Esportes
Vida Urbana
Viver
 

Suplementos

Revista na TV
Empregos
Viver Mulher
Viagem
Informática
Saúde
Carro
Imóveis
 

Serviços

Loterias

 

Saúde

Sem traumas com a orelha

Cirurgia na criança somente deve ser feita se ela manifestar esse desejo

Roberto Cavalcanti
Da equipe do DIARIO

Com nove anos recém completados, João Vitor é uma criança normal. Freqüenta a terceira série do ensino fundamental, faz curso de línguas, pratica esportes e vive rodeado de amiguinhos. No entanto, a história nem sempre foi assim. Portador de uma má formação congênita nas duas orelhas, ele era tímido, vivia isolado e tinha dificuldades de relacionamento com as demais crianças. O distúrbio de comportamento começou a ser observado pela mãe, a professora Célia dias, há três anos. Uma pequena investigação na escola identificou o problema. As orelhas em forma de abano eram alvo de brincadeiras por parte dos colegas. A solução veio em março. Uma simples otoplastia garantiu, além da correção estética, a retomada da auto-estima do menino.

  Casos como o de João Vitor são comuns. Cerca de 10% das crianças apresentam algum tipo de deformação auricular. Muitas tornam-se vítimas de apelidos constrangedores como Dumbo, orelhão ou abanador. Os resultados são, quase sempre, problemas psicológicos que podem permanecer pelo resto da vida. De acordo com o cirurgião plástico paranaense Marcos Grillo, é necessário que os pais observem melhor o comportamento das crianças que possuem deformações aparentes nas orelhas, de forma que o problema possa ser identificado o mais cedo possível. No entanto, é recomendável que só se opte pela correção cirúrgica quando a criança manifestar seu descontentamento.

  

recuperação - O cirurgião explica que as crianças que manifestam espontaneamente sua vontade de mudar, normalmente cooperam mais durante o procedimento e toleram melhor a recuperação. "O procedimento é simples e dura, em média, menos de uma hora. Na maioria dos casos pode-se dispensar a internação. A anestesia é local e pode ser associada a sedativos. Os cuidados devem ser maiores no pós-operatório, pois é preciso evitar traumas, principalmente na hora de dormir", esclarece.

  Luciano Alves, cirurgião plástico e professor da Universidade Federal de Pernambuco, explica que as orelhas de abano podem ser decorrentes de dois problemas distintos, mas que podem ocorrer de forma associada. Geralmente as crianças apresentam hipertrofia da concha ou inexistência da anti-hélice. Nos dois casos o procedimento consiste no reposicionamento da cartilagem. "Existem várias técnicas cirúrgicas sendo utilizadas, podendo-se remover ou não parte da cartilagem. A cicatriz e imperceptível e a recuperação dura, em média, uma semana".

  

idade - O professor garante que o ideal é que a cirurgia seja feita após os cinco anos de idade, quando a cartilagem já está formada e os resultados tornam-se definitivos. Antes disso, há o perigo de não se obter sucesso. Nos adultos, o procedimento é semelhante e, muitas vezes, influi decisivamente na mudança de comportamento, tendo em vista que a correção estética ajuda a superar os sentimento de insegurança e reforçam a auto-estima. É comum o procedimento em adolescentes, principalmente entre os 14 e os 17 anos.

  Além da correção no ângulo das orelhas em relação ao crânio, a otoplastia também é utilizada com sucesso em diversos outros casos, principalmente a microtia (orelhas em dimensões bastante pequenas) e a genesia (ausência de orelha). Além disso, pode-se corrigir os casos de orelhas dobradas, caídas, em forma de concha ou sem lóbulo. A cirurgia custa entre R$ 2 mil e R$ 3 mil, já inclusa a equipe médica, e pode ser feita em Day Hospital.

Serviço

Luciano Alves - 3221.2693








 

 
 
Sua Opinião


Copyright 2001 - Pernambuco.com

Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução parcial ou total do conteúdo
desta página sem a prévia autorização.
diario@dpnet.com.br