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Beija-flor que sonha com vôos mais altos
Folclórico desde os tempos em que jogava futebol, Dadá Maravilha levou sua irreverência para a TV como comentarista esportivo da Rede Globo. Também conhecido como Dadá Beija-Flor - porque dizia que parava no ar para cabecear - ele alçou seu maior vôo na Copa do Mundo. Fez tanto sucesso que foi escalado para cobrir a atual Copa dos Campeões. Aos 56 anos, Dario José dos Santos só pensa em marcar mais gols na nova profissão, sem se importar se pisa na bola ou dá mancadas.
REVISTA: Você virou um comentarista muito popular. O que acha do sucesso?
DADÁ MARAVILHA: Eu transferi o personagem do futebol para a Imprensa. Mas nunca pensei em ser comentarista. Fico feliz porque cheguei como ilustre desconhecido e hoje o povo me pára na rua para dizer que está gostando.
REVISTA: Quando começou a comentar futebol na TV?
DADÁ: Há dois anos fui à TV Alterosa, em Minas Gerais, e um diretor gostou da minha irreverência. Fiz tanto sucesso que a Globo me contratou em novembro de 2001.
REVISTA: Você tinha idéia de como seriao trabalho?
DADÁ: O que a gente ouve dizer é que o comentarista está sempre de mal com a vida. Mas eu não sou assim. Estou mostrando meu lado pitoresco e humorístico. Quero crescer como comentarista.
REVISTA: Durante a Copa, você apareceu de bandana e óculos com as cores do Brasil. Muita gente gostou, mas também houve críticas...
DADÁ: Inventei aquilo porque o povo estava desanimado com a seleção brasileira. Queria dar alegria à torcida, mas sabia que iam me chamar de palhaço. Em Minas, fui criticado pela Imprensa porque não era jornalista. Mas alguém disse que eu dava audiência.
REVISTA: Por que começou a dizer a frase O Amor é Lindo e a desenhar o coração?
DADÁ: A gente vê muita notícia ruim no Planeta. Como estou falando num veículo nacional, queria pregar a paz. Encontrei um modo simples de passar minha mensagem.
REVISTA: Você criou muitas frases. Qual é a melhor?
DADÁ: A frase mais famosa é "Não me venha com a problemática que eu tenho a solucionática". Mas eu gosto mais da: "Faço tudo com amor, inclusive o amor".
REVISTA: A sua vida mudou muito com o futebol?
DADÁ: Até os 19 anos eu roubei, fui preso e apanhei muito. Quando comecei no futebol, passei a levar a vida na brincadeira. Era ruim de bola, mas me preocupei tanto em fazer gols que não tive tempo de aprender a jogar. Hoje, não tenho mais tempo para sofrer. Sou honesto, cumpro com as minhas obrigações e ninguém tem nada a dizer contra mim.
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