Um outro estudo, em que foi comparado o eleitorado de 1998 e de 2002, pode promover mudanças nas campanhas de alguns candidatos majoritários e proporcionais. Ele mostra que a zona urbana ganhou ainda mais densidade eleitoral. Doze dos treze maiores colégios do Estado somaram um crescimento no seu eleitorado que ultrapassa o índice de crescimento global do eleitorado de PE. Enquanto houve um aumento de 5,4% no número de eleitores habilitados - no período 2000/2002; em algumas cidades, o percentual chegou a 17%, como é o caso de Abreu e Lima, na Região Metropolitana do Recife. Um número que pode aumentar a cobiça dos candidatos por este reduto e alertar outros concorrentes que investem, costumeiramente, na zona rural ou nas cidades menores.
Abreu e Lima encabeça a lista dos municípios que tiveram um boom no seu eleitorado. Em Petrolina (Sertão do São Francisco), o percentual de crescimento atingiu os 14%. Para o governador Jarbas Vasconcelos (PMDB), candidato de atuação principalmente urbana, o crescimentodo eleitorado de Petrolina - ainda que pequeno, tendo em vista o que precisa para se reeleger - pode ser uma boa surpresa. Ao mesmo tempo em que se depara com um eleitorado maior 15.740 votantes, terá o apoio das duas facções do clã dos Coelho, o maior do município.
No Recife, o aumento do eleitorado foi menor que a média global. Chegou a 3,3%. Ainda assim, serão 31.889 votos a mais sobre o eleitorado de 1998 (de 950.622). Esta diferença daria para eleger um deputado estadual, por exemplo. Em Jaboatão dos Guararapes (terceiro maior colégio do Estado), o crescimento de 9% representou 30.288 eleitores a mais. Em outras cidades de pequeno porte, houve uma variação. Em Araçoiaba o crescimento atingiu 25%; e em Tamandaré 22%. Em contrapartida, tiveram recordes de encolhimento os municípios de Brejão, com uma queda de 29% no eleitorado; Granito (26%); Chã Grande (20%); e Frei Miguelinho (20%). Nesses caso, explica-se: o TRE promoveu um recadastramento, em virtude da suspeita de eleitores fantasmas.