Edição de Domingo, 4 de Agosto de 2002
 
Início Diario de Pernambuco Economia Substituição de itens

Diario

Índice Geral
Expediente
Ed. Anteriores
Assinaturas
 

Cadernos

Política
Brasil
Mundo
Economia
Esportes
Vida Urbana
Viver
 

Suplementos

Revista na TV
Empregos
Viver Mulher
Viagem
Informática
Saúde
Carro
Imóveis

 

Serviços

Loterias

 

Economia

Substituição de itens

A historiadora Joana Dark Souza passou sete meses fora do País, participando de um projeto em Paris. Na volta, com o marido e o filho de um ano, tomou um susto com o preço dos alimentos. "Estamos achando tudo muito caro", diz ela, que antes mesmo de viajar já havia tomado algumas medidas para conter o consumo. "Primeiro, substituímos os industrializados pelos naturais. Além de fazer economia, temos uma vida mais saudável", conta.

  Joana cortou enlatados, congelados, além de alguns laticínios como coalhadas e ricotas, que passou a fabricar em casa. Frutas e verduras passou a comprar na feira e até a fralda do bebê entrou na roda, sendo trocada pelas mais baratas. "Sempre variamos de mercados, em busca dos preços mais baratos. Hoje, produtos de higiene e limpeza, como papel higiênico e detergentes, além de feijão e leites, só compramos pelo preço", diz ela, que chega a gastar R$ 200,00 em compras semanais.

  É claro que ainda existem pessoas que não abrem mão da qualidade do produto que consomem e preferemeconomizar em outros setores da vida doméstica. É o caso da psicóloga Wilma Emerenciano, que diz não abrir mão de produtos orgânicos, como a alface hidropônica, que custa R$ 1,09, enquanto a alface lisa normal sai por R$ 0,79 no mesmo supermercado onde faz compra.

  "Pago um pouco mais por qualidade, se posso pagar por uma margarina becel light, que vale três potes da bem-te-vi, faço, pois me preocupo com a saúde", diz ela, que faz compras semanais de R$ 180,00. Por outro lado, Wilma diz que não gasta dinheiro com roupas, além disso dispensou as duas linhas de celular, uma de telefone convencional e continua levando a sério o racionamento de energia.

  Wilma, no entanto, não faz parte da família representativa do Brasil. De acordo com o economista Jorge Saba Arbache, professor da Universidade de Brasília (UNB), o processo de achatamento salarial se dá principalmente sobre a camada mediana da pirâmide social, que tem 1º ou 2º graus incompletos. "O número de pessoas com esse perfil cresceu. Além disso, o desenvolvimento tecnológico desfavoreceu a criação de empregos para quem faz parte dessa massa", explica.

 


Voltar






 

 
 
Sua Opinião


Copyright 2001 - Pernambuco.com

Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução parcial ou total do conteúdo
desta página sem a prévia autorização.
diario@dpnet.com.br