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Fiocruz é obrigada a barrar ação policial
RIO - O tráfico estendeu seu poder à maior instituição de pesquisa científica da América Latina. A Fundação Oswaldo Cruz, em Manguinhos, zona Norte da cidade, foi coagida por traficantes a construir um muro com mais de três metros de altura para fechar um acesso entre um de seus prédios e o Complexo da Maré.
Os bandidos alegavam que o acesso era usado pela polícia para fazer operações na favela Vila do João. E o principal argumento usado pelos traficantes foi a ameaça. Até que a direção da Fiocruz acatasse a ordem, funcionários receberam telefonemas intimidadores.
Embora oficialmente a instituição negue que tenha sido forçada pelos criminosos a fazer a obra - que se encontra em fase de acabamento - muitos pesquisadores se dizem temerosos. A Fiocruz é cercada por favelas e seus funcionários convivem com constantes assaltos e tiroteios.
A Fiocruz - fabricante pública de remédios e vacinas - ocupa uma área de 850 mil metros quadrados, na avenida Brasil. Para vigiá-la, existem 448 vigilantes. Até 1999,eram apenas 49.
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