Receber emails indesejados pode ser evitado com programa adequado
Quem já teve a curiosidade de contar quantas mensagens indesejadas chegam por dia na caixa postal, deve ter percebido - irritado - que elas vêm em quantidade maior, bem maior, do que os e-mails esperados. Cerca de 30% das mensagens que circulam nos Estados Unidos são de e-mails não-solicitados, 50% dos internautas recebem pelo menos um spam por dia. No Brasil, ainda não existem análises sobre as mensagens que circulam na nossa internet.
E o pior é que a quantidade de spams só faz aumentar, mas existe uma boa notícia: já é possível encontrar programas para combatê-los. Eles funcionam como uma barreira para as mensagens indesejadas. Todos são encontrados na internet e alguns deles são gratuitos, como o MailWasher e o SpamBuster. Tem também os softwares que funcionam por assinatura, como o JunkSpy, que custa US$ 59 no primeiro ano. A McAfee também colocou no mercado o SpamKiller, que custa US$ 39,95.
Depois de fazer o download de um deles, o usuário precisa definir o que ele não quer ver na sua caixa postal.O programa se encarrega de analisar os dados das mensagens, como título, remetente e o texto. Se existir algum sinal de que é spam, a mensagem vai para o lixo ou então, o programa avisa ao usuário, que decide o que fazer com ela. A maioria dos softwares vasculha a caixa no servidor e mostra uma lista com os e-mails antes de eles serem baixados. As parecidas com spam são identificadas e o usuário confirma ou não.
O SpamKiller se conecta à conta de e-mail POP (Post Office Protocol) ou MAPI (Messaging Application Program Interface) do usuário e varre todas as mensagens de entrada por sinais que as classifiquem como spam. Ele já vem com uma série de filtros pré-configurados que roteiam as mensagens que parecem ser spam para uma pasta separada. Os softwares permitem que os usuários criem seus próprios filtros e possuem até um mecanismo que responde ao spam, informando que aquele é um endereço inválido.
Alguns desses programas são voltados para o mercado corporativo, o SpamFilter, da ESoft, é um exemplo. O software usa uma tecnologia que combina banco de dados e preferências que podem ser configuradas pelos usuários. Ele compara os endereços da caixa de entrada com os dos bancos de dados mantidos pelos grupos sem fins lucrativos MAPS e ORBS, que listam spammers conhecidos. Se o e-mail estiver listado como spam, o software o apaga automaticamente.
O problema é que a maioria dos contra-spam ainda não trabalha com os serviços de e-mail gratuitos, como o Hotmail, que é recorde em receber spams. O Mailwasher promete que, em dois meses, o seu programa também poderá ser utilizado pelos clientes do serviço da Microsoft, AOL e outros webmails.
Mesmo com os programas, é ideal que o internauta tome alguns cuidados para evitar o recebimento de spams. O primeiro deles é não se cadastrar em sites comerciais ou nas promoções que eles oferecem - muitas dessas home pages acabam vendendo os endereços dos seus bancos de dados. Outra é evitar passar as correntes para frente e se cadastrar em listas de discussão. (A.P.)
Serviçowww. junkspy. com
www. mailwasher. com
www. esoft. com
www. spamkiller. com
www. contactplus. com/products/spam/spam.htm