(Atualizado no dia 11/07/2002)
 
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Rexton chega ao mercado brasileiro

Coreano pronto para concorrer entre os utilitários

Iúri Moreira
Enviado especial

São Paulo - A capital paulista foi palco da apresentação para a Imprensa especializada do coreano Rexton, um automóvel 4x4 desenhado por Giorgetto Giugiaro e com alma mecânica da Mercedes-Benz. A SsangYong (leia-se Sã Iong), pioneira na fabricação de veículos na Coréia do Sul e líder no segmento 4x4 no seu país, está trazendo para o Brasil o seu mais recente lançamento global. A meta é concorrer no segmento de utilitários esportivos de luxo.

  Turbulências econômicas à parte, a marca do dragão de duas cabeças (por sinal, é isso que significa SsangYong) está trazendo duas versões para o nosso mercado. A RX 320, a gasolina, com transmissão automática, e a RX 290 movida a óleo, essa com opção de câmbio manual ou automático.

  Os preços são interessantes, para o padrão de conforto e desempenho do todo terreno. A versão a gasolina, top de linha, tem sugestão de R$ 114,9 mil, enquanto as versões a diesel têm preço sugerido de R$ 99,9 mil (manual) e R$ 109,9 mil (automática).

  

alemão - Apesar de ser um produto coreano, o Rexton não lembra os seus primos. O desenho, encomendado a Italdesign de Giugiaro, deu um forte aspecto europeu ao todo terreno. Além disso, a marca utiliza motores Mercedes, uma geração anterior aos que estão sendo utilizados pelos alemães no momento. Existe um acompanhamento tecnológico dos engenheiros da Mercedes na concepção e produção dos carros da SsangYong. Assim, pode-se dizer sem medo, que o Rexton tem descendência alemã.

  Como todo veículo de luxo que se preze, o Rexton dispõe de sistema de frenagem ABS, controle automático de distribuição de frenagem, bolsas de ar duplas frontais e laterais e freios a disco na dianteira e traseira. O painel conta com muitos apliques de madeira, o que dá um tom sóbrio ao SUV. O espaço destinado ao transporte de bagagens pode acomodar mais duas pessoas, elevando a capacidade para sete passageiros. Para carga, basta rebater a terceira fileira.

  O modelo RX 320, movido a gasolina tem tração 4x4 permanente, e traz sob o capô o motor 3.2 litros com 6 cilindros em linha, 217 cavalos de potência a 6,1 mil rpm e torque de 31,8 kgf/m a 4,6 mil rpm. A velocidade máxima, segundo o fabricante, é de 190 km/h e o consumo fica na casa dos 5,5 km/l (cidade) e 9,18 km/l (estrada).

  A versão turbodiesel vem com propulsor 2.8 litros com 5 cilindros em linha, 120 cv a 4 mil rpm e torque de 26,1 kgf/m a 2,25 mil rpm. Com o câmbio manual, a máxima chega aos 157 km/h, igual a transmissão automática. Os valores só mudam quando se fala em consumo. O RX 290 mecânico faz 8 km/l na cidade e 13,9 km/l na estrada, enquanto o automático faz 6,66 km/l na cidade e 10,76 km/l na estrada.

  

tecnologia - Internamente, o painel traz uma tela onde se pode acompanhar as funções do computador de bordo. Totalmente digital, o equipamento oferece bússola, altímetro e inclinômetro, além de um bem bolado gráfico que mostra a velocidade relativa do veículo em relação ao solo. No entanto, faltam funções básicas como consumo, autonomia e velocidade média do trecho percorrido. No volante estão os controles do som, e o painel traz os botões de acionamento da transmissão, reduzida ou não (não existe aquela segunda alavanca de câmbio para fazer esta seleção).

  Ao volante, é possível sentir todo o conforto proporcionado pela suspensão com braço duplo e mola torsão (dianteira) e semi elíptica (traseira), mesmo em terrenos mais acidentados. Todas as versões têm sete lugares, assim como rack no teto, trio e antena elétrica, aerofólio e rodas de alumínio. A SsangYong informou que pretende abrir dez revendas até o final do ano, além das 12 que já existem no País. Uma delas será na capital pernambucana, que já está em fase de negociação com três grupos locais para estar funcionando em no máximo 40 dias.








 

 
 
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