Serviço do INSS
Parabéns ao INSS pelo excelente atendimento no posto Pina, no que se refere à delicadeza e conhecimentos técnicos dos seus atendentes. Entretanto, dois aspectos deixam muito a desejar, naquele posto, que são as constantes paradas do sistema (dizem que é problema nacional) e o número de funcionários para atendimento ao público. Há uma bancada com nove guichês e apenas três ocupados, o que prejudica a agilidade no atendimento, sem contar com muitas pessoas que retornam sem conseguir o atendimento desejado. Ora, isso é inadmissível, no órgão que está na mídia alardeando a modernização e a qualidade. É necessária uma providência urgente da Superintendência, no sentido de dotar o posto de um número de funcionários adequados à sua demanda. Afinal, trata-se de um posto situado numa zona nobre, com uma população mais esclarecida e exigente. Cristina Muniz - Recife.
Postos da Telemar
Por que a Telemar não reabre os postos de atendimento em Pernambuco? Li, no DIARIO, dia 2, em Economia, a matériaintitulada MP quer reabrir postos. Na matéria, o Ministério Público Federal (MPF) requer a reabertura, num prazo de 30 dias, dos postos de atendimento da Telemar em Pernambuco. É inadmissível que as autoridades continuem surdas ao clamor da população. Não é possível que o único canal disponibilizado para fazer solicitações e reclamações seja o confuso e inoperante call center (104) da mencionada empresa. Ora, o Plano Geral de Metas de Qualidade, aprovado pela resolução 30, de 29 de junho de 1998, estabelece a obrigatoriedade da abertura dos postos de atendimento, nos artigos 32, 33 e 34. Por que a Telemar mantém os postos fechados, mesmo contrariando a resolução? Cadê a Anatel? Os atuais postos de auto-atendimento, instalados em farmácias do Recife, limitam-se ao pagamento de contas, requerimento de segunda via, parcelamento de faturas em atraso e desbloqueio de telefone. Ou seja: os postos não estão aptos a receber as reclamações dos consumidores, nos casos de má prestação de serviços. Tem mais: alguns desses postos fornecem requerimento de segunda via, sem exigir qualquer documento do solicitante. É suficiente dizer para a atendente o número do telefone e o bairro residencial. Que barbaridade! A sociedade pernambucana exige a reabertura dos postos. A Justiça não pode ser cega e surda ao mesmo tempo. Marcos Santa Cruz - Recife.
Cultura machista
Por incrível que posa parecer, ainda é corriqueiro nós sermos abordados pela mídia, ou em nossos lares, pela violência doméstica ou contra a mulher. O fato é que uma cultura machista ainda tenta ser predominante em nosso País. Eu, minha família e meus amigos fomos vitimados por essa cultura violenta. Em outubro do ano passado, a atriz Barbara Rominna, minha prima, foi assassinada pelo namorado, só porque ela não queria namorar com ele. Barbara Rominna não teve a mesma sorte que a cantora Gretchen, ou seja, sobreviver a uma violência doméstica. Ela foi asfixiada, até a morte, em seu quarto, e seu corpo foi deixado até que a sua mãe a encontrasse. O agressor e assassino não teve a mesma sorte que o agressor de Gretchen, ou seja, depois de muita luta da nossa família, ele está preso, aguardando seu julgamento. Hoje, eu tenho a certeza de que o que vai inibir a violência contra a mulher não é apenas a denúncia. Os agressores e assassinos de mulheres devem à Justiça e têm que pagar por isso. Freddy Lopes - Recife.
Cidade suja
Agora, que estamos com tantos políticos nos assediando com apertos de mão treinados, sorrisos de capa de revista, simpatia de ciganos, frases de comercial de terceira e propagandas milionárias, pedimos a esses senhores bondosos que visitem, aos sábados, pela manhã, o mercado de Afogados, a Estação do Metrô e os arredores daquele centro comercial. Que lugar imundo, que odor pútrido, que falta de saúde, da limpeza, da organização, mas, principalmente, da saúde! Por que tantos querendo ser políticos, tantos problemas não são resolvidos, tantas pessoas achando que é assim mesmo? Quem for a tal lugar concluirá que, de fato, o Recife é a quarta pior Cidadedo Mundo e, como piorou bastante ultimamente, logo será a primeira, a primeira pior. Juca Andrade - Recife.
Centro cultural
É triste saber que a Universidade Federal de Pernambuco, com tanto espaço físico no seu campus, utilize o Centro Cultural Benfica, na Madalena, para shows como o do Big Bang, com bandas de rock e black music. No campus, a UFPE conta com uma concha acústica, um teatro para dois mil lugares e áreas abertas, no Riacho do Cavoco. Como o show é com ingressos pagos, isso significa que a intenção é tornar o Espaço Benfica comercial. Sendo assim, é mais um patrimônio na Cidade que será danificado e descaracterizado. O casarão acolheu, no passado, a antiga Escola de Belas Artes do Recife, e hoje funciona com um pequeno teatro para espetáculos e concertos de música de câmera, atelier de pintura e galerias de arte. Não sei quem são os responsáveis na aprovação do show, mas sabemos que na universidade existem especialistas em preservação de bens arquitetônicos e artísticos. Luis Fernandes Filho- Recife.
Nada pelo social
Discordo da carta do senhor Eduardo da Silva Gomes, defendendo a iniciativa do governador de gravar CD com o Hino de Pernambuco. Os beneficiados são o marqueteiro contratado por Jarbas e as empresas de publicidade que faturam muito. O povo, senhor Eduardo, sempre foi patriota, sempre teve sua terra como identidade. Quem falta com o patriotismo são esses políticos que não cumprem os compromissos públicos. Crianças em formação estão nas ruas com a marginalidade. Famílias estão sem moradia, vivendo em condições desumanas. Profissionais capacitados estão desempregados. A classe média está empobrecida pelos impostos. A mortalidade da população cresce, por falta de saúde e por causa da convivência com a violência. E a fome, essa sim, é falta de patriotismo. De que adianta a população cantar o Hino de Pernambuco? Em que mudará a situação de vida do povo? Leia os jornais, senhor Eduardo, e verifique um só político que esteja, agora, lutando pelas causas sociais de Pernambuco. Todos estão defendendo os seu, a manutenção do alto salário e mordomia frente aos cargos públicos, para as próximas eleições. Lúcia M. Ferreira - Recife.
Governo explica
A respeito da publicação na seção Cartas deste DIARIO DE PERNAMBUCO, na edição do dia 3, a Secretaria Estadual de Educação esclarece o seguinte: não procede a informação da leitora Maria Helena Vasconcelos, do Recife, de que o Ginásio Pernambucano será administrado por um grupo de empresários. A Associação dos Parceiros do Ginásio Pernambucano é uma instituição formada por empresários que colaboraram para a recuperação física da escola e que têm idéias para ajudar na recuperação pedagógica, a alma da escola. Além disso nada mais há definido. Portanto, a leitora equivoca-se, ao colocar suposições como fatos concretos quanto à exclusão de alunos ou ao modelo pedagógico. A discussão em torno do modelo que será adotado está apenas começando. O fato concreto é que os empresários aplicaram R$ 2 milhões na reforma da escola, dinheiro que o Estado não dispunha, e o Ginásio Pernambucano será o primeiro de uma possível série de outras escolas recuperadas, que não serão apenas modelo de gestão, mas uma realidade de mudança que temos que fazer. E que se não houver a primeira não haverá as outras até a recuperação de toda a rede. Assessoria de Imprensa da Secretaria estadual de Educação.
FALOU E DISSE
"Os kombeiros estão se esquecendo dos seus deveres de cidadania. Eles querem apenas se impor como se fossem donos das ruas do Recife".
Eduardo Tibúrcio de Oliveira Lima - Recife
"O trabalhador brasileiro não é respeitado. Se fosse, não teria de passar por maus pedaços para ter do Governo o dinheiro do FGTS que lhe foi tirado".
Jorge D. Nunes - Recife.
"O prefeito precisa tapar imediatamente os buracos nas vias públicas, sob pena de prejudicar os veículos de muita gente".
Severino L. Aguiar - Recife.
"É claro que, com a falta de dinheiro, a indústria de calote teria que crescer no Brasil. Só os governantes não percebem o caos em que estamos mergulhados".
Daniel Almeida - Recife.
"Vagas temporárias são uma ilusão que só atraem quem não tem opção para trabalhar".
Flaviano R. Nunes - Recife.