JERUSALÉM - Enquanto soldados israelenses continuavam buscando, ontem, sobreviventes entre os escombros do edifício governamental explodido no sábado por suas forças em Hebron e forças de segurança israelenses iniciavam a retirada de dois assentamentos judaicos ilegais na Cisjordânia, disparos das tropas de Israel deixaram, ontem, quatro palestinos feridos na Faixa de Gaza e dois morto nos arredores de Belém, na Cisjordânia.
As autoridades israelenses acreditam que 15 militantes palestinos que se recusaram a entregar-se estavam dentro do edifício, mas não encontraram seus cadáveres. Funcionários e residentes palestinos da área dizem não acreditar que havia palestinos no complexo no momento da explosão.
Em Israel, funcionários do ministério da Defesa disseram que, por ordem do ministro Benjamin Ben Eliezer, começaram a ser demolidos dois pequenos assentamentos judaicos ilegais em Beit Hagai (Hebron) e em Maaleh Hever, ambos na Cisjordânia.
No centro do país, uma bomba explodiu no domingo sob um tremem movimento, mas não causou ferimentos graves e apenas um vagão ficou danificado, disse a polícia. Um palestino foi detido para ser interrogado a respeito.
Ao mesmo tempo, quatro palestinos - entre eles uma criança de um ano e duas de 10 anos - ficaram feridos, ontem, ao serem atingidos por disparos de soldados israelenses em diversos confrontos na Faixa de Gaza, informaram fontes palestinas.
Um palestino de 20 anos, Mohammed El Owsrah, foi morto, ontem, por soldados israelenses no campo de refugiados de Deheishe, perto de Belém (Cisjordânia).