SÃO PAULO - Os fundos DI e de renda fixa estão revertendo as perdas da marcação a mercado - a nova forma de contabilização de seus papéis - e devem fechar junho com rentabilidade positiva. Até dia 26, último dado disponível, os DI acumulavam ganho médio de 0,82%; os renda fixa, de 0,73%. Mas o tempo fechou para os fundos de risco - que investem em ações, em mercados futuros de juros, Bolsa e câmbio, e para os Fiex (Fundo de Investimento no Exterior), que aplicam em papéis da dívida externa brasileira.
Também os fundos de privatização Petrobras, que receberam recursos do FGTS, tiveram pesadas perdas, acumulando rentabilidade negativa de 8,05%. No mês passado, o grande vencedor foi o investidor dos fundos cambiais, que renderam 9,21% impulsionados pela alta do dólar.
Os resultados de junho são fruto da oscilação dos mercados que atingiu níveis excepcionais pondo à prova a capacidade dos gestores dos fundos de investimento. O que fez chacoalhar os mercados foi o aumento do risco nos países emergentes, a crise de confiança nos balanços das empresas americanas, com a conseqüente queda dos preços de suas ações, e a incerteza sobre as eleições presidenciais no Brasil.
No atual quadro, o investidor deve escolher com cuidado onde aplicar suas economias. ' O investidor deve aprender com as queimaduras e ter mais cuidado com seu dinheiro', alerta o consultor financeiro Victor Zaremba. Quem quer obter ganhos reais (descontada a inflação) superiores aos proporcionados pela renda fixa deve diversificar suas aplicações e correr algum risco, segundo Zaremba.