Adolescentes reclamam das velhas viagens e preferem as lan-houses
Aquiles Lopes
Da equipe do DIARIO
Viagens, passeios e brincadeiras novas estão deixando de ser o melhor quadro para representar o período de férias dos jovens do Recife. As casas de games em rede e as emoções dos jogos online se tornaram na diversão predileta de muitos garotos. Eles podem até embarcar para o interior, visitar os avós e brincar com os primos, mas o clima é de viagem forçada e imposição dos pais.
Quem já brincou em uma dessas lan-houses, como também são conhecidas, sabe das possibilidades que os novos games oferecem. Jogos em grupo, futebol virtual, estratégia militar simulada e todas as outras possibilidades que os R$ 2,50 por hora podem pagar. As casas de game são um fenômeno comercial recente, com menos de dois anos, mas se tornaram populares, se multiplicaram pela cidade e começam a chegar em todas as grandes cidades do Estado.
Azar dos pais que têm de financiar a brincadeira e precisam negociar mais cada passeio, que vai impedir novas horas na frente do micro junto com os outros amigos. A única forma de fazer um garoto preferir a companhia da família em uma praia ou dos primos na casa dos avós é a da negociação, o velho e bom diálogo franco, afirma a psicóloga especializada em adolescentes Vânia Rabelo. Ela aconselha os pais a não compararem as cenas de violência virtual de bonecos militares do Counter-Strike com o clima de amizade entre os familiares. "Os garotos tendem a preferir a companhia dos amigos, do seu próprio grupo", esclarece a psicóloga. Ela conta que o caminho tem mão dupla. "Os pais têm de conversar, explicar as vantagens de se estar em família para conquistar o filho". Até porque jogar Fifa 2002, em época de Copa do Mundo, é bem legal.