O que não fez nos seis jogos anteriores da Copa de 2002, Hakan Sukur, o grande nome do futebol turco, fez em apenas 11 segundos: um gol, o mais rápido da história dos Mundiais. O atacante superou a marca de Masek, da Checoslováquia que, em 1962, na Copa do Chile, marcou aos 15 segundos, em partida contra o México. Os checos, porém, perderam por 3 x 1.
Ontem, Sukur, enfim, acordou e fez uma bela partida. Aos 30 anos, próximo de completar 31 e com poucas chances de disputar um próximo Mundial, o atacante parece ter percebido que, contra a Coréia do Sul, pela disputa do terceiro lugar, seria sua grande chance de mostrar que não foi um fracasso na competição. Despertou tarde, mas entrou para a história.
O capitão turco não se limitou a atuar dentro da área. Teve boa movimentação, buscou jogo no meio-de-campo, driblou e cabeceou. Com habilidade, deu duas belas assistências para Mansiz, que entrara no lugar do astro Sas, fazer dois gols. Sukur jogou um futebol solidário e de muita raça. Se as atuações anteriores não foram boas, pelo menos, a despedida de Sukur foi brilhante.