Pernambuco aparece em nono lugar entre os estados de
destino dos viajantes domésticos, com 3,6%. A posição é intermediária.
Mas a tendência é a de que ela mude nos próximos anos. O presidente
da Associação Brasileira de Agentes de Viagem em Pernambuco (Abav/PE),
Jorge Sales, afirma que hoje existe uma união entre os representantes
da classe turística com a intenção de divulgar o Estado dentro do País.
Para Sales, apesar de os visitantes estrangeiros terem maior poder aquisitivo
e deixarem mais dinheiro para o trade local, é o turismo interno que
faz a indústria girar.
E girou tão bem que Pernambuco não sentiu os efeitos da redução global
no fluxo de turistas após os atentados ao World Trade Center e da crise
argentina. A Embratur considerou Porto de Galinhas, por exemplo, o destino
turístico de maior sucesso no verão 2001/2002. A afirmação foi do próprio
presidente da entidade e atual ministro do Turismo, Caio Luiz de Carvalho.
De acordo com um levantamento da Empetur, Porto de Galinhas recebeu
cerca de 300 mil turistas entre as festas de Natal e do Carnaval.
De acordo com o presidente da Empetur, Frederico Loyo, houve um incremento
de 10% no número de visitantes em relação ao mesmo período do ano passado.
Jorge Sales lembra que, depois que o dólar voltou a subir, foi realizado
um trabalho junto ao setor hoteleiro para que os preços das diárias
baixassem. Deu certo e a média de ocupação anual das unidades está em
70%. Quatro anos atrás, esse índice era de 62%. Em sete anos, o número
de visitantes (entre nacionais e estrangeiros) passou de 670 mil para
3 milhões.
Segundo o levantamento da Fipe, o Recife é a quarta cidade preferida
pelos turistas mais abastados, atrás de São Paulo, Rio de Janeiro e
Fortaleza. Depois do Recife vem Salvador. "O Nordeste é tido como a
Califórnia brasileira e o turismo daqui é a indústria sem chaminé",
afirma Jorge Sales. Já o presidente da Associação Brasileira da Indústria
de Hotéis em Pernambuco (ABIH-PE), José Otávio Meira Lins, sempre gosta
de lembrar que o turismo traz mais divisas do que o sucroalcooleiro,
por exemplo, que é o maior exportador do Estado. Até 2004, estão previstos
investimentos de R$ 250 milhões na ampliação da rede hoteleira e a inauguração
de novos apartamentos no Estado, que conta hoje com 40 mil leitos disponíveis.
Comentários dos leitores
"Para um Estado como Pernambuco que dispõe de uma
gama de oferecimento, é muito pouco", Sávio Morais, por e-mail.