Edição de Domingo, 30 de Junho de 2002
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Estado é 9º no ranking de destinos

Pernambuco aparece em nono lugar entre os estados de destino dos viajantes domésticos, com 3,6%. A posição é intermediária. Mas a tendência é a de que ela mude nos próximos anos. O presidente da Associação Brasileira de Agentes de Viagem em Pernambuco (Abav/PE), Jorge Sales, afirma que hoje existe uma união entre os representantes da classe turística com a intenção de divulgar o Estado dentro do País. Para Sales, apesar de os visitantes estrangeiros terem maior poder aquisitivo e deixarem mais dinheiro para o trade local, é o turismo interno que faz a indústria girar.

  E girou tão bem que Pernambuco não sentiu os efeitos da redução global no fluxo de turistas após os atentados ao World Trade Center e da crise argentina. A Embratur considerou Porto de Galinhas, por exemplo, o destino turístico de maior sucesso no verão 2001/2002. A afirmação foi do próprio presidente da entidade e atual ministro do Turismo, Caio Luiz de Carvalho. De acordo com um levantamento da Empetur, Porto de Galinhas recebeu cerca de 300 mil turistas entre as festas de Natal e do Carnaval.

  De acordo com o presidente da Empetur, Frederico Loyo, houve um incremento de 10% no número de visitantes em relação ao mesmo período do ano passado. Jorge Sales lembra que, depois que o dólar voltou a subir, foi realizado um trabalho junto ao setor hoteleiro para que os preços das diárias baixassem. Deu certo e a média de ocupação anual das unidades está em 70%. Quatro anos atrás, esse índice era de 62%. Em sete anos, o número de visitantes (entre nacionais e estrangeiros) passou de 670 mil para 3 milhões.

  Segundo o levantamento da Fipe, o Recife é a quarta cidade preferida pelos turistas mais abastados, atrás de São Paulo, Rio de Janeiro e Fortaleza. Depois do Recife vem Salvador. "O Nordeste é tido como a Califórnia brasileira e o turismo daqui é a indústria sem chaminé", afirma Jorge Sales. Já o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis em Pernambuco (ABIH-PE), José Otávio Meira Lins, sempre gosta de lembrar que o turismo traz mais divisas do que o sucroalcooleiro, por exemplo, que é o maior exportador do Estado. Até 2004, estão previstos investimentos de R$ 250 milhões na ampliação da rede hoteleira e a inauguração de novos apartamentos no Estado, que conta hoje com 40 mil leitos disponíveis.

Comentários dos leitores

"Para um Estado como Pernambuco que dispõe de uma gama de oferecimento, é muito pouco", Sávio Morais, por e-mail.

 


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