Descentralização. Este termo tão usado em política e economia, acredite se quiser, pode ser aplicado a esta décima segunda edição do Cine Ceará. Isto porque a organização programou mostras paralelas tão interessantes quanto a própria competição de curtas e longas.
Hoje, por exemplo, enquanto o documentário A Cobra Fumou, de Vinícius Reis, estiver sendo projetado no São Luiz, o clássico Ganga Bruta, de Humberto Mauro, dará continuidade à mostra Cinédia, no espaço Unibanco Dragão do Mar.
Haverá também projeções na Mostra do Cinema Mexicano Contemporâneo e na Cinema e Literatura, respectivamente, Sem Deixar Pistas, de Maria Novaro, e O Padre e a Moça, de Joaquim Pedro de Andrade. O Assalto ao Trem Pagador seguirá a homenagem a Roberto Farias, que está na cidade prestigiando a retrospectiva. Trata-se de uma oportunidade singular de (re)ver filmes dirigidos pelo carioca, como Pra Frente Brasil.
Antes da sessão, que reuniu um número pequeno, mas atento, de pessoas no Cine Benfica, o diretor compartilhou com a platéia a alegria de exibir seu libelo anti-ditadura filmado em 1983 e proibido por um bom tempo nas salas tupiniquins. "Fiquei honrado com a homenagem do festival, mas muito mais feliz com a chance de estar aqui, revendo com vocês o filme", afirmou Roberto Farias.