Santinhos saem do ambiente sacro e ganham aura pop como estampa de bijouterias e acessórios, em versões sofisticadas de grife e mais populares
Ana Braga
Da equipe do DIARIO
Na bolsa tem medalha de Santo Expedito. No cinto, de Santa Edwiges. Essa é beata, certo? Errado. Não precisa ser devota para carregar o santo a tiracolo. Figuras religiosas estão aplicadas em vários acessórios de moda e não apenas em terços e escapulários. Resta saber se essa tendência será atacada por cristãos mais calorosos, assim como tem acontecido com o uso da cruz.
A utilização de medalhas de santos extrapolaram também os colares. É possível ver Santa Rita, Santo Expedito e São Bento, por exemplo, em anéis, pulseiras e bolsas. Imbuída desse espírito de beata fashion, a proprietária da Zis, Betânia Pontes, criou uma novidade: cintos com mini porta-retratos de figuras religiosas (R$ 98). "A venda dessas peças já aumentou 50%, desde que começaram a ser comercializadas. Isso aconteceu não só por mérito das peças, mas também porque as pessoas estão cada vez mais preocupadas com a questão espiritual", justifica Betânia. "Usar a imagem do santo padroeiro é pedido de benção, mesmo que seja de jeito informal".
relicário - Na Zis tem também as bolsas (R$ 250) da grife paulista de acessórios Regina Aon. As peças são estruturadas com cetim preto ou vermelho e recebe aplicações de várias medalhinhas em prata ou dourado. Os colares em couro com vários acabamentos e tamanhos (de R$ 32 a R$ 38) também têm imagens dos santos. "Pode usar longo, sobre uma batinha, que fica um charme, ou fazer o tipo Apache, curto e com voltas pelo pescoço", indica Betânia Pontes. A grife pernambucana Branner também aposta nessa tendência, digamos, santa. Tiras de miçangas e metal com diferentes acabamentos sustentam as medalhinhas de santos. Tem colar (R$ 25) e cinto (R$ 35).
Nossa Senhora Dasatadora de Nós foi uma das primeiras a entrar no mundo fashion. A imagem dela aparece em pulseiras, que já caíram no gosto popular. Dá para encontrar o acessório em plástico, madeira e cristal. Os camelôs e as boas casas do ramo, como a lojinha da Igreja de Santo Antônio e Casa do Divino Mestre, oferecem as pulseiras e material de sobra, inclusive para você compor seu próprio relicário.
Serviço
Zis - 3464.6598
Branner - 3301.8687