Edição de Domingo, 2 de Junho de 2002
 
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Visitantes de peso invadem O Clone

Atores consagrados, como Joana Fomm, Jonas Bloch e Sérgio Mamberti, entram nos momentos finais da novela

Em time que está ganhando só se mexe se for para acrescentar craques. É o que vem acontecendo em O Clone. Na reta final, atores consagrados vêm fazendo participações mais que especiais na novela de Glória Perez. Já estão no ar Joana Fomm, que interpreta a advogada de Deusa (Adriana Lessa), Sérgio Mamberti, como o diretor do Conselho de Ética, e Carla Regina, que vive Dora, namorada de Xande (Marcello Novaes). Roberto Pirillo, o juiz que cuidará do caso Odete (Mara Manzan) x Tavinho (Victor Fasano), e Jonas Bloch, o advogado de Odete, gravarão esta semana.

  Joana Fomm, fã da novela, aceitou sem titubear interpretar a advogada Cecília Leal. Será ela quem garantirá a Deusa o direito de continuar a ser oficialmente a mãe do clone. "Um dia eu parei para assistir a um capítulo do Clone e tive vontade de ver o que aconteceria no dia seguinte. E a vontade vem se repetindo todos os dias, há meses", brinca a atriz. "Adorei entrar na novela, mas foi difícil encontrar o tom da personagem, pegando uma equipe já tão engrenada. Só depois que tinha começado a gravar é que senti que tinha achado o caminho".

AGENDA - Roberto Pirillo, que não faz uma trama inteira desde A Gata Comeu, exibida em 1985, aceitou participar porque a agenda permitiu. Nos últimos tempos, por causa dos compromissos no teatro, Pirillo tem feito apenas aparições bissextas no vídeo: recentemente, fez participações na minissérie Aquarela do Brasil e na novela As Filhas da Mãe, da Rede Globo, e nas novelas Olho da Terra e Marcas da Paixão, da Record. "Fiquei 14 anos na peça Trair e Coçar é só Começar, o que me obrigou a recusar vários convites da Globo. Minha carreira acabou perdendo a continuidade na televisão, até porque não parei mais de fazer teatro. Desta vez, como estarei ensaiando uma peça no Rio, pude aceitar participar de O Clone", conta o ator, que há mais de 20 anos mora em Mendes, no interior do estado.

  

TEATRO - Jonas Bloch também só aceitou interpretar o juiz do caso Odete x Tavinho porque a produção conseguiu conciliar os horários de gravaçãocom os da peça Três Homens Baixos, da qual ele é um dos protagonistas. Nos próximos capítulos, o público descobrirá que o bebê de Karla (Juliana Paes) é mesmo de Tavinho, como comprovarão dois exames de DNA. Como é pouquíssimo provável que a auto-inseminação da moça tenha dado certo, pode até ser que durante o processo descubra-se que o advogado teve relações sexuais com a moça. "Entrar em O Clone foi uma maneira de continuar fazendo teatro sem deixar de estar na televisão. A Glória Perez merece todas as homenagens por ter provado com essa novela que é possível conseguir audiência com assuntos engajados, sem apelação. Basta ter talento e nível", diz Jonas.

  Já Carla Regina está toda prosa por entrar num time vencedor em fim de campeonato. Sua personagem, a estudante de veterinária Dora, corre por fora, tentando conquistar o coração de Xande. Mas o rapaz chegará ao fim da trama casado com Mel (Débora Falabella), que fará tratamento para se livrar das drogas, e com o filho. "É complicado entrar numa história no fim, quando o público já torce para que Mel e Xande fiquem juntos. Mas adorei a equipe e sou fã de carteirinha da Glória. Desde o início eu gostaria de ter feito "O clone".

  Sérgio Marberti, vive um personagem que aparece pouco mas é importante na reta final da novela das 20h: ele é o diretor do Conselho de Ética, órgão ao qual Edna (Nívea Maria) vai recorrer quando, com ciúme da relação de Albieri (Juca de Oliveira) e Amália (Maria João), decidir provar que ele fez mesmo um clone. O tiro, porém, sairá pela culatra: o médico encarnado por Mamberti dirá a Edna que não há nada que se possa fazer contra o cientista, já que o crime que ele cometeu, roubo do material genético de Lucas , já prescreveu.  








 

 
 
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