Peça é curinga no guarda-roupa, principalmente se for a clássica jeans, mas consumidora pode seguir tendências com modelos de estilos bem variados
Ana Braga
Da equipe do DIARIO
Tem coisas que só uma jaqueta faz por você. Que outra peça pode levar você a um cinema e um jantar de negócios, com charme nas duas situações? A jaqueta, que é herança dos militares e motociclistas das décadas de 40 e 50, acompanha tudo, da minissaia em jeans a pantalonas. Ainda mais agora, quando as referências de estilo são muitas, como romântico e folk.
O coordenador de moda da C&A, João Paulo Ribas, confirma que lá fora a peça está em todas as produções. "As mulheres usam demais, por exemplo, vestidinho com floral miúdo e botas tipo cowboy. Por cima, colocam uma jaqueta jeans. Isso inclusive no verão", conta o coordenador de moda. Ele diz que a versatilidade da jaqueta só se aplica, entretanto, em situações casuais.
Casual pode ser, por exemplo, jaqueta preta em couro sobre blusa de gola rolê, com minissaia em jeans bem lavado e legging por baixo. Nos pés, botas de cano médio. "Com essa produção, dá para ir a um jantar com amigos, dançar numa boate e até trabalhar, se o ambiente de trabalho permitir", observa Ribas. A mulher que não quiser ou puder usar uma mini, substitui por calças de corte reto, com bocas um pouco mais amplas. Nesse caso, as botas devem ter bicos finos.
Pioneiras - Ribas lembra que as primeiras jaquetas ficaram conhecidas por tipo bomber e perfecto. São herança dos aviadores e dos motociclistas dos anos 40 e 50, respectivamente. A bomber é caracterizada pela gola careca e punhos largos das mangas e cintura. A perfecto, pelo couro, gola e, às vezes, pelos reforços nos cotovelos. Depois dessas já vieram a militar, com botões de jaquetão; romântica, com direito a mangas bufantes; a colegial, em malha e com listras nos punhos; a folk e a cowboy, em couro; e a unânime jeans.
Mais coringa que do que a jeans não há. "Das jaquetas, a jeans é a escolha mais clássica. É o básico para você criar suas combinações mais personalizadas. Ela faz toda a diferença na composição dos looks", defende a consultora de moda Costanza Pascolato, no livro O Essencial. As demais são variações do mesmo tema, que você pode ou não ter no guarda-roupas.