BRASÍLIA - O ministro Fernando Neves, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), afirmou ontem que a possibilidade da participação indireta da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) no sistema de segurança do voto eletrônico não aumenta o risco de fraude eleitoral. De acordo com Neves, a urna eletrônica é "totalmente confiável e segura".
"A Abin funciona como um carro-forte. É só para garantir o transporte dos dados", explicou o ministro do TSE, que é relator das instruções para a eleição deste ano. O Centro de Pesquisas em Segurança das Comunicações (Cepesc), ligado à Abin, é o responsável pelo programa dos transportes de dados. O software não conta votos.
O programa garante que não ocorrerão interferências na transmissão dos dados da votação. Para tentar demonstrar a transparência do processo eleitoral e garantir a confiança dos eleitores, o TSE resolveu fazer uma votação paralela ou, como prefere Neves, uma simulação.