Edição de Sábado, 1 de Junho de 2002
 

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Cartas

Armazém cultural

  Em resposta à carta Armazém Cultural, publicada na seção Cartas deste DIARIO, dia 26, gostaríamos de esclarecer alguns pontos. Mesmo conseguindo verba para as montagens, a produção local de teatro sem fins comerciais não consegue se manter em cartaz pelo custo que isso acarreta. Nosso projeto visa dar uma estrutura para os espetáculos locais se apresentarem. Cobre divulgação, bancando custos de gráfica, mídia de TV, jornal, outdoors, suporte de técnicos, assessoria de imprensa, fotografias e pagamento da pauta do teatro. O valor cobrado pelo ingresso é da produção de cada espetáculo, pois não estamos comprando as apresentações. Ou seja, o ingresso representa a receita da companhia que está apresentando o espetáculo, cujos integrantes também precisam receber. Não podemos esquecer que cada produção tem seus custos próprios, direitos autorais, pagamento de atores, diretores e técnicos específicos. O ideal seria isso: espetáculos comprados e o público com entrada franca. Se isso acontecesse com o Armazém Cultural TIM, por exemplo, o custo do projeto chegaria a R$ 700 mil e a Lei Estadual de Incentivo à Cultura só permite a aprovação de projetos até R$ 300 mil. Outros espetáculos, além dos dirigidos por Carlos Carvalho, entrarão em cartaz, como O Auto da Compadecida, Mamulengo Só Riso, Chapeuzinho Vermelho. Reservamos espaços para o último trimestre, para os espetáculos que ganharem o edital de montagem da Fundação de Cultura Cidade do Recife. Paula de Renor e Roger de Renor- Produtores - Armazém Cultural TIM.

Engarrafamentos

  Um dos graves problemas do Recife é, sem dúvida, o trânsito, que está cada vez mais caótico. Um dos pontos que merece uma atenção especial é a avenida Herculano Bandeira e toda a área do Cabanga que, por volta do meio dia, nos dias de semana, tem imenso engarrafamento, que é um incômodo para as pessoas que trafegam pelo lugar. Como se não bastasse tanto aborrecimento, é praxe veículos quebrarem no foco do congestionamento, tornando a hora do almoço intolerável! E, se alémde todos essas contrariedades estiver chovendo, a região, literalmente, pára! Caso o problema não for contornado num prazo razoável, acredito que será impraticável percorrer a capital do Estado. Hugo Lins Coelho - Recife.

Sem descontos

  Gostaria de saber da empresa Rodotur, por que não instalaram, até hoje, o aparelho que usa o cartão Passe Fácil, na linha Pau Amarelo (Geladinho). O que faz dessa linha, uma exclusividade isenta do desconto, que seria obrigatório, de 50%, para os estudantes na tarifa? Aos moradores do bairro de Pau Amarelo é oferecida nem uma frota com ar condicionado, tão comum na maioria das atuais linhas da Região Metropolitana. É um absurdo um estudante ter que pagar uma tarifa de R$ 1,60 para desfrutar de um mínimo de conforto. Karoline Maria Fernandes - Paulista/PE.

Sinfônica esquecida

  A Orquestra Sinfônica do Recife, administrada pela Fundação de Cultura, sempre foi alvo de muitos governos tiranos. Desde da década de 80, quando instalada no Teatro Santa Isabel, proibiam até que ligassem o ar refrigerado para maior conforto, nas quatro horas diárias de ensaio e climatização para os instrumentos. Problemas com contratação de maestros, músicos e baixos salários já faz parte da história dessa orquestra. Depois, ela foi retirada do teatro, devido às famigeradas obras de reforma, e transferida para uma sala ridícula do Centro de Convenções do Estado. De lá pra cá, nem sabemos a que má sorte foi jogada. É de se admirar que entra e sai prefeito e a situação continua a mesma. Nenhum deles garante um programa e recursos dignos para a OSR. Será que esses prefeitos não sabem da obrigação de zelar pelo patrimônio artístico? Já perdemos a conta de quantas pessoas, só nesta coluna do DIARIO, denunciaram esse desmando. Infelizmente, a atual gestão, apesar de petista, nada mudou e a tendência é piorar, a tirar pelo que fizeram até hoje com a cultura dessa Cidade. O mínimo que poderiam fazer, ainda, era, ao concluir a reforma do Teatro Santa Isabel, destine-o a ser o teatro sede da orquestra, para quenós pudéssemos identificar e dizer com orgulho "O Teatro da Sinfônica". Carlos S. Filho - Recife.

Cachorros na praia

  Ainda há quem defenda o passeio de cachorros nas praias, porque o povo brasileiro não tem o mínimo de educação. Entretanto, tenho a certeza de que, quem defende isso, defende porque não quer sujar sua casa com coco de cachorro e leva o pobre do animal até a praia para que, ali, faça suas necessidades. Ora, se alguém que não quer sujar sua casa coloca toda uma população, como a de Boa Viagem, por exemplo, para pisar em coco, como é que vai ter coragem de limpar, publicamente, fezes de animais? Todos têm razão: os animais são inocentes e e quem não presta são as pessoas, a começar pelos proprietários de cachorros. Flaviana Maria R. Lira - Recife.

Assalto no bar

  Fiquei surpreso quando uma amiga me disse que tentaram assaltar sua amiga no banheiro do Downtown - bar da juventude recifense, no bairro do Recife Antigo, na sexta-feira, dia 17/05. Porém, não fiquei tão surpreso quando ela disseque, logo em seguida, tentaram assaltá-la no caixa! Com o sistema de cartõezinhos, o bar vai computando o consumo de cada cliente que, ao final, vai a um caixa para pagar a tal conta. Procedimento padrão de vários bares do estilo, não fosse o detalhe de a conta vir com itens extras não consumidos pelo cliente. Isso aconteceu com minha amiga e, por pura coincidência, fui ao Downtown, no dia seguinte e, adivinhem ? Lá estavam duas cervejas bêbadas em minha conta, às quais eu não havia consumido! E essa não foi a primeira vez que aconteceu comigo! Como eu e minha amiga estávamos sóbrios e atentos a nossas contas, fomos reclamar imediatamente. Agora, imaginem a quantidade de clientes que, por excesso de animação ou desatenção, simplesmente não pedem a conta detalhada e pagam o valor final mostrado pelo caixa numa telinha de computador! Camilo Ponce de Leon - Recife.

Espelho cego

  Vi a exposição Espelho cego, no Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães. Embora incompleta, traz uma forte representação da intenção e conhecimento do colecionador pernambucano Marcantônio Vilaça. Pena Recife não ter críticos especializados para falar sobre as obras. O que se vê na imprensa são opiniões que dissertam em líricas bobagens, ou dedicam-se a rosários de bajulações. O escritor Raimundo Carrero introduz seu artigo sobre a mostra a uma salada estética detonadora da história das artes plásticas em Pernambuco, digna de quem pouco conhece sobre o assunto. Depois de divagar em palavras, resume sua opinião. O destaque fica por conta do escritor Flávio Chaves, que consegue num só texto citar 55 adjetivos dirigido a Marcantônio. Maria Helena Vasconcelos - Recife.








 

 
 
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