Em Pernambuco, a coleção de Mario Schimdt foi adotada em 226 escolas, sendo 195 públicas e 31 privadas. A Secretaria de Educação do Recife informou que distribuiu 4 mil livros. "Eles foram enviados pelo MEC como reserva técnica, isto é, para as escolas onde os livros indicados não contemplaram todos os alunos", explica a diretora do Departamento Geral de Ensino, Marileide Costa. Na rede particular, educandários tradicionais como Marista, Agnes, Boa Viagem, Atual, Radier e Neo Planos também escolheram Nova História Crítica para os alunos de 5ªa 8ªséries.
No Colégio Maria Tereza, em Boa Viagem, a coordenadora Edjane Carvalho aplaude a obra. "O livro está sendo adotado gradativamente. Ele está sendo utilizado pelas turmas de 5ªe 6ªséries. Optamos pela coleção por causa da qualidade dos textos". A abordagem crítica proposta pelo autor também foi enfatizada. "Somos um colégio religioso, mas não fugimos destes temas", diz Edjane, em relação ao anti-clericarismo explicitado por Schmidt em várias passagens.
Entre os professores, a reação foi a mesma. "O livro aborda experiências que os tradicionais nem tocam", elogia a professora Lenise Lopes, que ensina História no Maria Tereza. Um aspecto criticado pelos especialistas - a quantidade de informações em detrimento da consulta de outras fontes de pesquisa - tem a aprovação de Lenise. "O livro já traz tudo".
A também professora Ellen Constantino, mãe de Maria Eduarda, da na 6ªsérie do Maria Tereza, não viu reações negativas da filha. "Pelo contrário, ela achou o livro diferente, colorido". Entretanto, Ellen prometeu analisar o conteúdo do livro.