Iúri Moreira
Enviado especial
CURITIBA (PR) - Se alguém ainda duvidava da aventura francesa em terras brasileiras, a Renault mostra que não está para brincadeiras. Depois de inaugurar, em parceira com a Nissan, no final do ano passado, sua terceira fábrica no País (com capacidade para produzir 20 mil carros/ ano), os gauleses apresentaram, na semana passada, seu primeiro utilitário em terras tupiniquins.
Com o lançamento do Master, os franceses passam a atuar em quatro diferentes segmentos, com produtos fabricados no País (o popular Clio, o monovolume Scénic - o primeiro do País - e a furgoneta Kangoo são os outros). Assim como nas outras categorias, a aposta é séria, para incomodar a concorrência.
Ao todo, serão seis diferentes versões. A primeira, conhecida como L2H2, tem motor 2.8 litros turbodiesel de 115 cavalos de potência e compartimento de carga com capacidade para 10,8 metros cúbicos, e chega às lojas no dia 27 de maio, ao preço de R$ 57,1 mil.
Depois, no dia 29 de junho, é a vez da versão L1H1 (R$ 48 mil), com motor diesel 2.8 litros aspirado, que oferece 85 cv e capacidade de oito metros cúbicos de carga. Em setembro chega o minibus para 16 passageiros e no começo do ano que vem a versão chassi-cabine. Futuramente, ainda sem data, virão as variações L2H1 e L3H2. Na mesma fábrica, já começou a ser construída a nova picape Frontier, da Nissan, que deve chegar às revendas até o final do ano.
Segundo os executivos da fábrica francesa, a expectativa é de abocanhar 8% do mercado de furgões grandes ainda este ano, e chegar a 18% em 2003 e 20% em 2004. Na Europa, o Master faz sucesso e detém 17% do mercado, contra pelo menos o dobro de concorrentes que terá por aqui.
conforto - O palco escohido para a avaliação do modelo L2H2 2.8 litros turbodiesel foi o circuito de Curitiba. Depois de algumas voltas, o furgão impressionou nos quesitos ergonomia, conforto e frenagem. Mesmo para quem nunca pilotou um automóvel desse tipo, não é difícil adaptar-se e manobrá-lo com segurança. A posição de dirigir é cômoda, e o banco do motoristatem ajustes de altura e encosto.
Por falar em banco, o do passageiro é bipartido, para duas pessoas, sem apertos. Mesmo para quem for ficar no meio, existe cinto de segurança independente, e de três pontos. O painel é simples e funcional, com os já tradicionais relógios contagiros e de velocidade.
Embora o motor 2.8 litros empurre bem, é o freio que chama mais a atenção. A disco nas quatro rodas (ventilados na dianteira e sólidos na traseira) e com sistema duplo IH (um atua nas rodas dianteiras e o outro nas quatro), basta pisar no pedal do meio para ter uma resposta firme, e parar rapidamente com segurança. Já o sistema ABS é opcional.
autonomia - Outro destaque é o tanque de combustível. Com capacidade para 100 litros, permite uma autonomia de até 1000 quilômetros, dependendo da utilização. A altura do compartimento de carga é outro destaque, tanto internamente como em relação ao solo. Enquanto uma pessoa de 1,80m pode ficar em pé sem problemas (a altura interna é de 1,90m), a distância em relação ao solo é de 53cm, a mais baixa da categoria. Para quem trabalha carregando e descarregando peso (a capacidade de carga é de 1.565kg), esse é um item fundamental.