O Conselho Federal de Medicina, associações e sindicatos
marcaram para hoje um dia protesto contra as empresas de planos de saúde
do País.
A orientação é para que o médico alerte seus pacientes sobre as pressões
que estão sofrendo por parte de planos que eles contratam.
De acordo com a categoria, ela já não tem autonomia para tratar os
doentes.
Três são as principais reclamações: pedidos para que reduzam o prazo
de internação dos clientes de planos, fim do período pré-operatório
de 24 horas e interferência na realização de diagnósticos, com a proibição,
por exemplo, de exames mais caros.
De acordo com a denúncia, o médico que não obedece a estas regras
sofre com o descredenciamento ou o calote.
"É uma situação caótica. Está virando uma panela de pressão a ponto
de estourar a qualquer momento", disse o presidente da Associação Médica
Brasileira, Eleuses Paiva.
Os médicos reclamam também que não há reajustes no valor dos honorários
desde 1995.
Em sete anos as empresas vêm tendo reajustes anuaise nós não tivemos
nenhum. A notícia é de que 99% dos planos não deram aumento", afirmou
o presidente da AMB.
A expectativa das entidades envolvidas é alertar nesta quarta-feira
3 milhões de pessoas sobre os abusos cometidas pelas empresas.
Além disso, a data, batizada de Dia Nacional de Mobilização contra
os piores planos de saúde, marcará o início de uma pesquisa entre os
médicos com o objetivo de apresentar, no final da primeira quinzena
de junho, o ranking dos 3 piores convênios por Estado.
O Brasil tem 2.079 empresas de planos de saúde registradas na Agência
Nacional de Saúde Suplementar.
Comentário dos leitores:
"Muito importante esse protesto. Seria ótimo tanto
para os médicos como para os clientes desses planos ter uma página na
internet com informações sobre os planos, com classificação dos melhores
planos de acordo com os médicos, bem como informações importantes como
quanto o plano paga ao médico por consulta e exames, para podermos comparar
e saber quais os melhores." Mauricio, por e-mail.