Edição de Terça-Feira, 9 de Abril de 2002
 
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Insegurança reina no Afeganistão

CABUL - O ministro da Defesa do Afeganistão, Mohammad Fahim, sobreviveu a um atentado ontem em mais um sinal de instabilidade no país. O ataque acontece após a tentativa de golpe, na semana passada, em que se tentou derrubar o chefe do governo interino do país, Hamid Karzai. Os incidentes aumentaram as preocupações sobre a segurança do ex-rei Zahir Shah, que tem seu retorno para o país previsto para acontecer na próxima semana.

  Também teme-se que não haja segurança para a realização da Loya Jirga, tradicional assembléia tribal afegã, com início previsto para junho, que deverá respaldar Karzai ou escolher um novo governo. Integrantes do deposto Tallibã e da rede terrorista Al Qaeda, de Osama bin Laden, estão sendo acusados pelas autoridades de serem os responsáveis pelos ataques. Também não está descartada a possibilidade de que traficantes de drogas estejam por trás dos ataques, pois o governo afegão iniciou, ontem, um programa para persuadir os agricultores locais a aceitar dinheiro em troca de parar deplantar a papoula, cuja flor é usada para a fabricação do ópio e da heroína.

  Plantadores de papoula dispararam, ontem, contra funcionários do governo no Leste do Afeganistão e bloquearam uma das principais rotas de transporte do país para protestar contra o plano do governo. Os plantadores consideram a compensação oferecida pelo governo inadequada.

AMEAÇAS - O líder supremo dos talibã, o mulá Mohammad Omar, continua vivo e ameaçando os EUA com uma guerra santa, informou ontem o jornal paquistanês The Frontier Post. Segundo o diário, Omar divulgou uma mensagem pela Internet na qual afirma que "os EUA acreditam que ganharam a guerra contra os muçulmanos, mas nós, os muçulmanos, sabemos que a guerra continua". Segundo o mulá Omar, "os EUA entraram no Afeganistão marchando sobre os esqueletos das mulheres e das crianças após haver usado as mais poderosas armas de destruição, as mesmas que proíbe a todos os outros países". O jornal, com sede em Peshawar, assegura ter obtido a informação no site oficial dos talibãs na Internet. Contudo, a página www.taleban.com foi fechada após o 11 de setembro.








 

 
 
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